Estão querendo rebocar um iceberg para solucionar a falta de água na África
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Estão querendo rebocar um iceberg para solucionar a falta de água na África

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Você soube que a Cidade do Cabo, na África do Sul, está vivendo sua pior crise da água de todos os tempos? Praticamente não chove na região há pelo menos três anos e a situação se tornou tão crítica por lá que as autoridades locais estimam que a população ficará completamente sem água já no ano que vem.

É claro que diversas medidas vêm sendo tomadas, como incentivar os residentes a cortar o consumo, diminuir o tempo de banho e reutilizar o que for possível em jardins e banheiros, mas nada disso está sendo suficiente para evitar o pior cenário: a falta completa de água.

Reboque

É aqui que entra em cena o plano mirabolante proposto recentemente por um especialista no resgate de embarcações naufragadas chamado Nick Sloane. De acordo com Alexandra Ma, do site Business Insider, esse cara foi o responsável por desencalhar o Costa Concordia — aquele navio de cruzeiro que se acidentou no litoral italiano em 2012 —, o que significa que ele tem experiência com projetos ambiciosos, e deu a ideia de ir até a Antártida, capturar um icebergão e arrastá-lo até a costa da África. Apenas.

Segundo Alexandra, o plano de Sloan seria selecionar blocos de gelo, cobri-los com uma espécie de capa especial para evitar que eles derretam e aproveitar a Corrente de Benguela — uma corrente oceânica que se move na direção norte no Atlântico Sul — para rebocar os icebergs até a pontinha do continente africano. Para isso, o especialista em resgate usaria embarcações pra lá de robustas para realizar a viagem.

Mapa mundiPequena viagem (Business Insider/Google Maps)

Depois, uma vez os blocos de gelo sejam transportados até a África do Sul, eles seriam triturados até virar “raspadinha” e derretidos. De acordo com as estimativas apresentadas pelo time de Sloane, dessa forma, cada iceberg poderia fornecer 150 milhões de litros de água por dia à população de Cidade do Cabo durante um ano inteiro — e ele se pergunta como é que ninguém pensou nisso antes. Só a “conta de água” é que ficaria meio alta...

O projeto, segundo Alexandra, custaria US$ 130 milhões — perto de R$ 460 milhões —, e não se sabe se esse valor corresponde ao custo de reboque de um único iceberg ou de vários blocos de gelo. E você, caro leitor, o que acha da ideia? Pensa que, ao solucionar um problema, o projeto poderia, potencialmente, causar outro?

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