Sabia que na nossa galáxia existe uma fonte que jorra antimatéria?
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Sabia que na nossa galáxia existe uma fonte que jorra antimatéria?

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De forma bem resumida, assim como os elétrons possuem pósitrons, os nêutrons, antinêutrons e os prótons, antiprótons, e quando esses pares se encontram, eles se aniquilam. Pois a mesma coisa acontece com a matéria que existe no Universo: ela também possui seu inverso, isto é, a antimatéria — e quando elas se encontram, ocorre uma explosão que faz com que a massa se converta em energia.

Apesar de elas não poderem existir juntas, os físicos acreditam que antes do Big Bang — evento que teria dado origem ao Universo —, matéria e antimatéria existiam em quantidades semelhantes. No entanto, por alguma razão que os cientistas não sabem explicar direito ainda, depois da grande explosão, acabou sobrando mais matéria do que antimatéria no cosmos. Porém, você sabia que existe uma “fonte” dela na nossa galáxia?

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Por ser o oposto da matéria, uma coisa curiosa — e óbvia, se pensarmos bem — é que a antimatéria não pode ser detectada visualmente no cosmos. Então, como foi que a tal fonte que cospe essas partículas foi descoberta? De acordo com Joanie Faletto, do site Curiosity, uma forma de identificar a presença desse material aniquilador é através de raios gama, tipo de energia liberada quando a matéria e antimatéria se encontram.

Antimatéria(Science ABC)

Assim, na década de 90, um time cientistas que estavam fazendo levantamentos por meio do Observatório de raios Gama Compton detectou algo muito estranho: eles descobriram que existe na Via Láctea um local através do qual “jorra” antimatéria no plano perpendicular ao disco formado pela galáxia. E não é pouco, não! Segundo estimaram, a fonte lança o material a cerca de 3,5 mil anos-luz sobre a Via Láctea.

E você sabe de onde vem toda essa antimatéria? De acordo com Joanie, por um bom tempo, os cientistas teorizaram que a existência dessas partículas todas poderia estar relacionada com a misteriosa matéria escura — cuja força gravitacional pode ser medida, mas que consiste em um tipo de matéria completamente invisível, uma vez que ela não absorve ou reflete a luz.

Fonte de antimatéria(NASA)

Mas, anos mais tarde, em 2009, uma equipe de cientistas descobriu que a nuvem de antimatéria não estava sendo lançada exatamente do centro da galáxia, e sim ligeiramente a oeste. Essa distribuição, por sua vez, coincide com a de sistemas binários compostos por uma estrela e os remanescentes de sua “irmã”, já morta — remanescentes estes que podem ser buracos negros ou estrelas de nêutrons.

Os cientistas acreditam que esses remanescentes estariam “roubando” gás de suas irmãs vivas e, depois que esse material é engolido pela estrela de nêutron ou buraco negro, ele é superaquecido e expelido na forma de raios X. Pois depois de fazer uma série de cálculos e estimativas, os pesquisadores acreditam que boa parte da antimatéria (se não toda ela) vem desses sistemas binários.

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