Descobriram 3 livros “venenosos” em uma biblioteca na Dinamarca
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Descobriram 3 livros “venenosos” em uma biblioteca na Dinamarca

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Você se recorda do filme “O Nome da Rosa”, de 1986? Adaptado a partir de uma obra do italiano Umberto Eco de mesmo título, o longa está ambientado em um mosteiro beneditino do século 14 no qual um frei franciscano — interpretado por Sean Connery — recebe a missão de investigar o estranho falecimento de sete monges. No fim, o religioso descobre que as mortes foram ocasionadas pelo contato com livros da biblioteca local, que foram envenenados propositalmente por serem consideradas “proibidas” pela Igreja.

O Nome da Rosa(IMDb)

A vida imita a arte

Pois, curiosamente, um time de especialistas descobriu que, às vezes, a vida imita a arte — já que, acidentalmente, eles encontraram três volumes em uma biblioteca na Dinamarca cujas capas são “venenosas”! Mais especificamente, os livros fazem parte do acervo da biblioteca da Universidade do Sul da Dinamarca e contém quantidades significativas de arsênico em suas capas.

Segundo explicaram os pesquisadores Jakob Povl Holck e Kaare Lund Rasmussen em um artigo do site The Conversation, a descoberta aconteceu quando bibliotecários da instituição submeteram alguns volumes raros a exames de raios X e identificaram a presença da substância em três obras publicadas entre os séculos 16 e 17.

Livro venenoso(The Conversation)

Hoje todos sabem que o arsênico é extremamente tóxico e pode ser letal, mas, durante o século 19, por exemplo, por vários anos, a galera até sabia que o consumo da substância podia ser bastante perigoso, mas ela era usada largamente como pigmento de tecidos e papéis. Tanto que o arsênico era empregado como ingrediente de tintas da cor verde, para prolongar a duração dos tons, e foi muito usado na fabricação de roupas e inclusive na produção de selos postais — aqueles que o povo lambe para colar nos envelopes, sabe?

Então! Quando a turma daquela época se ligou que o arsênico podia ser fatal inclusive através do contato com a pele, um cientista norte-americano publicou um livro contendo amostras potencialmente letais de coisas contendo a substância e encaminhou cópias a bibliotecas de várias partes do mundo. O volume foi produzido no final do século 19, justamente para conscientizar todo mundo sobre os perigos do arsênico, e hoje o título está entre os mais perigosos do mundo.

Volumes venenosos

No caso dos três livros descobertos na biblioteca na Dinamarca, os pesquisadores não pensam que as capas foram pintadas e trazem elementos na cor verde para que elas ficassem mais bonitas e vistosas. Provavelmente, o veneno foi usado para evitar que as obras fossem danificadas por insetos e outros bichos — pena que esse pessoal não bateu um papo com a turma da Biblioteca Joanina, em Portugal, que emprega um time de morcegos para combater esse problema!

Livro venenoso(The Conversation)

Enfim, a quantidade de arsênico presente nas capas dos livros é bastante alta e, para evitar possíveis acidentes, os volumes passaram a ser guardados em caixas contendo etiquetas informativas. Além disso, existem planos de digitalizar as obras para limitar ainda mais o contato com o material.

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