Teria um cientista finalmente desvendado o mistério da matéria escura?
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Teria um cientista finalmente desvendado o mistério da matéria escura?

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A matéria escura está entre os maiores mistérios da Física, e faz tempo que os cientistas vêm quebrando a cabeça para descobrir o que ela é. Os pesquisadores sabem que ela existe por conta da força gravitacional que ela exerce e porque a sua interação com a matéria comum no Universo pode ser medida. Entretanto, a matéria escura não absorve ou reflete a luz, o que significa que ela é invisível, e, apesar de os físicos acreditarem que ela compõe mais de 25% do Universo, ninguém sabe de onde essa “coisa” vem, como se forma, do que é feita etc.

Nova teoria

No entanto, de acordo com Mike McRae, do site Science Alert, um astrofísico da Universidade de Oxford, um cara chamado Jamie Farnes, propôs uma nova teoria sobre o que, afinal, é a matéria escura. Segundo o cientista, tanto a matéria escura, como a energia escura (outra “coisa” que tira o sono dos físicos), poderiam ser explicadas se elas forem tratadas como fluídos de massa negativa — uma “substância” hipotética e invisível que se comportaria de forma contrária à maioria dos materiais que conhecemos.

Muitas bolhas de sabão(Phys Org/Mike Lewinski/Flickr)

E como é que Jamie chegou a essa teoria? Ele criou um modelo computacional para fazer simulações de como esse fluído maluco — e que permearia tudo o que existe no espaço — se comportaria e afetaria o cosmos, e descobriu que a presença dessa substância (que, por exemplo, aceleraria em nossa direção ao invés de se afastar, caso a gente a empurrasse) explicaria o motivo de as galáxias se manterem coesas enquanto giram sobre o próprio, no lugar de irem se “desmanchando” aos poucos.

Claro que tudo não passa de teoria ainda, e Jamie faz questão de frisar que a proposta dele pode estar equivocada, mas o modelo que ele apresentou não só ajudaria a esclarecer alguns mistérios que rondam a matéria escura (e a energia escura também), como outras questões sem resposta relacionadas com o Universo.

Um fator interessante sobre a proposta de Jamie é que o modelo pode ser testado por meio do uso de dados obtidos através do Square Kilometre Array — o maior telescópio do planeta, capaz de captar ondas de rádio — sobre a distribuição das galáxias no Universo. Então, vamos esperar que os experimentos aconteçam para confirmar se esse fluído bizarro (que, basicamente, unificaria a matéria e a energia escura em uma única substância) existe mesmo.

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