Peste bubônica: endemia, epidemia ou pandemia?

Peste bubônica: endemia, epidemia ou pandemia?

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No Brasil, desde 2005, não havia indícios da peste bubônica, até que há pouco tempo uma mulher deu entrada no hospital em São Gonçalo, Rio de Janeiro, com a suspeita. Segundo uma atualização do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), essa possibilidade foi descartada, pois constatou-se que a bactéria era a Morganella morganii – uma bactéria oportunista comum no ambiente e nas pessoas –, e não a Yersinia pestes – causadora da peste negra.

Vamos por partes: quais são as diferenças entre endemia, epidemia e pandemia?

  • Endemia: infecção que afeta uma determinada população de uma região geográfica específica em espaço limitado. Ex: febre amarela e dengue.
  • Epidemia: possui caráter transitório, que ataca grande quantidade de pessoas em determinada localidade; é o caso da peste bubônica. No Brasil, há segurança redobrada sobre as regiões Nordeste e Sudeste. Ex: além da peste, podemos citar o sarampo também.
  • Pandemia: infecção que atinge grandes proporções, ou seja, podendo se espalhar por mais de um continente. Ex: AIDS, tuberculose e gripe espanhola.

Pelo ar ou pelos roedores?

A peste bubônica, popularmente chamada de peste negra – aquela mesma que alarmou a Europa lá no século 14 –, é causada pela bactéria Yersinia pestes, comum em roedores. Quem a conhece já sabe que ela é transmitida para o homem pelas pulgas presentes nesses animais contaminados. E aqui vai uma curiosidade: na Europa, a crença era de que a peste era transmitida pelo ar, então os médicos usavam máscaras que se assemelhavam ao bico de uma ave, feitas de couro; dentro delas existiam ervas aromáticas para evitar o contágio.

A peste pode ser transmitida de três formas:

  • Peste bubônica: a bactéria afeta glândulas linfáticas, causando inchaço e inflamação nessas áreas.
  • Peste septicêmica: quando a bubônica não é tratada, pode se desenvolver em septicêmica; dessa forma, a infecção se espalha para o sistema circulatório.
  • Peste pneumônica: atinge os pulmões e é transmitida de pessoa para pessoa por meio de objetos infectados com muco ou pelo ar.

A evolução da bactéria ocorre muito rápido, podendo matar uma pessoa entre 18 e 24 horas após o início dos sintomas. Fica a dica para sempre estar com os exames em dia e cuidar da saúde, pois, se constatada precoce, a peste pode ser tratada por meio de antibióticos. O diagnóstico ocorre mediante exames laboratoriais que confirmem a existência da bactéria através de bubo, sangue ou escarro.

Cuidados a serem tomados

Se você possui um roedor, leve-o sempre ao médico veterinário para manter a saúde dele e a sua protegidas. Além disso, garanta que o local permaneça limpo e cuide da higiênica básica, pois lugares com pouca infraestrutura e zero saneamento básico se tornam propícios à disseminação da peste.

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