Sabia que uma espécie de cobra “enxerga” a luz pela cauda?

Sabia que uma espécie de cobra “enxerga” a luz pela cauda?

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Quando nos referimos a luz, é comum pensarmos nos olhos para detectá-la. Porém, a luminosidade afeta também outros sentidos e, em vez de vê-la, é possível senti-la. Esse é o caso das cobras da espécie Aipysurus laevis, chamadas popularmente de cobras-verde-oliva-dos-mares, que são encontradas nos Oceanos Índico e Pacífico e possuem caudas fotossensíveis.

A descoberta aconteceu há algumas décadas, quando mergulhadores noturnos notaram que essas cobras – venenosas, diga-se de passagem – afastavam a cauda quando o feixe de luz das lanternas a atingia. No começo dos anos 90, o efeito foi comprovado, mas nenhum estudo mais aprofundado foi feito desde então.

Por isso, a doutora Kate Sanders, da Universidade de Adelaide, na Austrália, com o apoio da orientanda Jenna Crowe-Riddell, escreveu um artigo analisando o efeito e o procurando em outras espécies. O mais incrível é que apenas as cobras A. Laevis, entre os mais de 10 mil répteis do mundo, tinha esse tipo de fotossensibilidade. Machos de duas outras espécies diferentes do gênero Aipysurus também mostraram compartamento semelhante. Nenhuma outra cobra marinha tinha essa característica.

Cobra tem a cauda em formato de remo e apresenta fotossensibilidade (Foto: Jenna Crowe-Riddell)

Segundo as especialistas, o fato de a cobra-verde-oliva-dos-mares ter um corpo longo com uma cauda achatada faz com que sua extremidade fique à mercê de predatores. A detecção de luz pela cauda pode ser uma forma de defesa contra predadores que tentam atacar por trás.

A resposta ao estímulo luminoso feito pela cauda da cobra é resultante da proteína melanopisina, que também é encontrada em humanos – ela é a responsável por reflexos da pupila, pelo regulamento do ciclo circadiano e muito mais. Porém, apenas na cobra marinha acima ela faz com que o membro mostre um reflexo tão forte.

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