1700 espécies podem ser ameaçadas de extinção até 2070

1700 espécies podem ser ameaçadas de extinção até 2070

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Pesquisadores de Yale, nos Estados Unidos, estimam que até 2070 cerca de 1.700 espécies de anfíbios, aves e mamíferos enfrentarão maior risco de extinção devido ao crescimento demográfico e à expansão territorial humana. 

Em estudo publicado na revista Nature Climate Change, os pesquisadores examinaram diferentes cenários baseados no crescimento populacional e nas mudanças socioeconômicas para estimar os impactos futuros em mais de 19 mil espécies de animais silvestres de todo o mundo. Eles descobriram que 886 anfíbios, 436 aves e 376 mamíferos teriam seu habitat natural alterado de tal forma, que estariam em maior risco de extinção. Os resultados sugerem que eles vão perder cerca de 30% a 50% da sua área de ocupação atual até 2070. 

Trepador-sobrancelha, ave endêmica do Brasil. Créditos: Leonardo Merçon

As espécies mais afetadas serão aquelas que vivem na África Central e Oriental, América do Sul e parte da América Central e no Sudeste da Ásia. As espécies mais impactadas incluem a rã de Lombok (Oreophryne monticola), da Indonésia, o Nile lechwe (Kobus megaceros), um antílope do Sudão do Sul conhecido popularmente como cobo-do-nilo, e o trepador-sobrancelha (Cichlocolaptes leucophrus), ave endêmica do Brasil, que pode ver metade do seu habitat desaparecer. Os autores observam que estudos como esse podem ser usados para “apoiar ações nacionais de conservação e políticas para lidar com os impactos da mudança climática e da mudança no uso da terra na biodiversidade”.

As projeções e todas as outras espécies analisadas podem ser conferidas no website 'Map of Life'. Os mapas mostram o impacto sobre as espécies em uma resolução em escala de quilômetros. "A integração de nossas análises com o Mapa da Vida pode apoiar qualquer um que deseje avaliar como as espécies podem sofrer sob cenários futuros específicos e ajudar a prevenir ou mitigar esses efeitos", disse Ryan Powers, co-autor do estudo.

Mas os pesquisadores advertem: a perda da biodiversidade local não é problema apenas dos países cujas fronteiras englobam a área de ocorrência destes animais. É de todos. 

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