É o fim da picada! Extinção em massa de insetos preocupa pesquisadores

É o fim da picada! Extinção em massa de insetos preocupa pesquisadores

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A chamada Sociedade de Entomologia Amadora de Krefeld, localizada no oeste da Alemanha, é responsável pelas pesquisas mais relevantes do mundo quando o assunto é população mundial de insetos. Composta por cientistas, etimologistas e nerds hobbistas, a sociedade conseguiu agrupar 3 décadas de trabalho de campo. Esses dados, reunidos com demais informações de outros pesquisadores, demonstraram-se alarmantes. 

Apesar de seu trabalho ter se tornado ímpar neste campo, o grupo de voluntários possui um orçamento muito limitado, ao contrário de universidades ou grandes instituições de pesquisa. Todavia, eles conseguiram coletar dados sobre insetos em seus ecossistemas locais desde 1980 de forma muito meticulosa. 

Reprodução/Hypeness

A equipe declara que, no total, cerca de 80 milhões de espécimes foram coletados. Todos essas informações e as pesquisas que foram desenvolvidas apontam em uma única direção: o número de insetos está em declínio, porquanto eles vivem a maior extinção desde os dinossauros. 

“Somente ficamos cientes da gravidade deste declínio em 2011 e, a partir disso, a situação só piorou.”, disse Martin Sorg, presidente da Sociedade, em entrevista recente à AFP.  

A pesquisa mais renomada do grupo foi publicada em 2017 no periódico PLOS One. Após coletarem dados de 27 anos em 63 áreas de proteção ambiental da Alemanha, os pesquisadores documentaram uma redução de 76% dos insetos voadores da região. Os materiais deste artigo foram utilizados em um meta-estudo amplamente veiculado em fevereiro de 2019, estimando que 40% dos insetos do mundo poderiam estar extintos nas próximas décadas em um “catastrófico colapso” global. 

Reprodução/Static 

“Nosso maior medo é que a extinção alcance um ponto sem volta, o que irá causar uma carência permanente na diversidade. A causa é antropogênica (derivada de atitudes humanas), não há dúvidas sobre isso.”, afirmou Hans de Kroon, um professor holandês que utiliza os referidos dados em seus estudos.

Pode-se dizer que esse problema de proporções tão extensas foi gerado por variados fatores — alguns deles bem evidentes. Em primeiro lugar, pode-se citar a mudança climática que está alterando diversos ecossistemas em uma velocidade que as espécies não estão conseguindo acompanhar. Ademais, há a questão da agricultura industrializada intensiva, que não causa somente a perda de habitat, mas ainda provoca o uso de pesticidas e fertilizantes — químicos extremamente nocivos para inúmeros seres vivos.

Reprodução/CDN

Caso a situação se agrave de modo irreparável, os insetos não serão os únicos a serem afetados — nós, humanos, estaríamos em uma situação bem delicada. Mais de três quartos das plantações alimentícias do mundo contam, pelo menos em parte, com polinizadores naturais — principalmente abelhas, mas também outros insetos, pássaros e morcegos. Esses polinizadores afetam 35% da produção de alimentos agrícolas do mundo. 

Sem esses carinhas, caro leitor, certamente ficaríamos em uma enrascada. Qual sua opinião sobre esse assunto? Compartilhe conosco nos comentários.

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