Dormir profundamente auxilia o cérebro em crises de ansiedade

Dormir profundamente auxilia o cérebro em crises de ansiedade

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Pesquisadores descobriram que um dos grandes aliados no controle da ansiedade é a fase do sono chamada de NREM (Movimento Não Rápido dos Olhos). Isso acontece porque é nessa fase que as oscilações neurais se encontram mais estabilizadas, além da haver a diminuição da frequência cardíaca e da pressão arterial.

De acordo com Matthew Walker, professor de neurociência e psicologia da Universidade da Califórnia e também um dos participantes do estudo, o sono profundo age como um tipo de ansiolítico natural para o cérebro, desde que ele seja alcançado todas as noites.

Cerca de 18,6 milhões de pessoas sofrem com o transtorno de ansiedade no Brasil. Com essa descoberta, é possível utilizar o sono como um remédio natural e sem efeito colaterais para a doença, ao contrário dos remédios farmacêuticos utilizados na atualidade.

(Fonte: Unsplash/Divulgação)

Entenda como o sono profundo diminui a ansiedade no cérebro

Para a realização do experimento, 18 jovens adultos foram submetidos a assistir filmes emocionantes após uma boa noite de sono e uma noite sem dormir.

Ao realizar testes de ressonância magnética funcional e polissonografia para medir os níveis de ansiedade em cada uma das situações. Além disso, também foi disponibilizado um questionário para que os pacientes marcassem as características e sintomas que estivessem sentindo.

Ao serem expostos a um longo período sem dormir, pode-se observar um desligamento do cortex pré-frontal medial, além dos centros emocionais mais profundos manterem-se em hiperatividade.

(Fonte: Unsplash/Divulgação)

Já após uma boa noite de sono, as análises mostraram uma diminuição significativa dos níveis de ansiedade dos pacientes principalmente naqueles que tiveram um maior contato com o sono NREM.

O mesmo experimento foi posteriormente replicado em cerca de 30 pessoas, chegando novamente ao mesmo resultado e evidenciando os benefícios do sono profundo para o cérebro humano. Também foram pedidos que 180 pessoas fizessem um acompanhamento online, indicando a quantidade e qualidade do sonos e os efeitos psicológicos e físicos alcançados no dia seguinte.

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