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Instituto Vital Brazil do RJ estuda soro contra coronavírus

Pesquisadores do Instituto Vital Brazil, o laboratório oficial do governo do estado do Rio de Janeiro, anunciaram a realização de testes de um soro contra o novo coronavírus a partir da próxima quarta-feira (27) em um trabalho conjunto com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O princípio de criação do soro, feito a partir do plasma do sangue de cavalos, é o mesmo seguido pelos concentrados antivenenos de animais peçonhentos ou contra a raiva, doença que também é causada por um vírus.

No caso de soros contra vírus, a matéria não é extraída do animal (como acontece nos soros antiofídicos, por exemplo), mas utilizando-se o próprio vírus. Neste experimento, o instituto irá isolar o coronavírus e inativá-lo para que a inoculação seja segura.

Realizados na unidade de Cachoeiras de Macacu, município da região metropolitana do Rio de Janeiro, os testes envolvem a imunização dos equinos através da administração de de pequenas doses do vírus para que criem anticorpos.

Produção do soro em grande escala

Fonte: PixabayFonte: Pixabay

Presidente do Instituto Vital Brazil, o médico Adilson Stolet, afirma que a pesquisa segue a linha de outras realizadas através do mundo, nas quais o tratamento, feito a partir do plasma de pessoas já curadas da covid-19, teve efeito positivo na recuperação de infectados graves.

Conforme Stolet, "a ideia é fazer um experimento agora a partir do plasma de cavalos para que possa ser produzido em grande escala".  Caso os resultados sejam promissores, o medicamento já estará disponível para testes em humanos daqui a quatro meses.

O Instituto Vital Brazil tem capacidade operacional para produzir até 100 mil tratamentos por ano e projeta a disponibilização do soro para uso em larga escala dentro de seis meses.

Paralelamente à pesquisa com cavalos, o instituto está conduzindo estudos em anticorpos e DNA de lhama, animal já estudado em trabalhos recentes para elaboração de uma proteção universal contra a gripe.

Embora essa última ainda possa demandar mais tempos para sair da bancada, a existência de duas pesquisas permite investir no processo que mais rapidamente apresentar resultados favoráveis.

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