Seja o primeiro a compartilhar

Coronavírus: vacinas de Oxford começarão a ser testadas no Brasil

Segundo informado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Diário Oficial da União nesta terça-feira, as vacinas de combate ao coronavírus, desenvolvidas pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, também serão testadas em pacientes brasileiros durante o mês de junho. Dessa forma, as duas nações irão contar, cada uma, com a participação de 5 mil voluntários que não tiveram contato com a doença para experimentar as novas potenciais medidas de enfrentamento à covid-19.

Passando oficialmente para a terceira fase do período experimental clínico, as vacinas, que estão sendo testadas desde abril deste ano, já estão sendo produzidas em larga escala, com amplas possibilidades de atender mundialmente a demanda de outros países, sendo considerado o medicamento com maior potencial de cura e o mais promissor do momento.

“A ideia não é ter uma competição entre os países”, explicou Daniela Ferreira, imunologista brasileira da Escola de Medicina Tropical de Liverpool.. “O que está acontecendo agora é um trabalho de envolvimento global, com todos os cientistas compartilhando conhecimento em tempo real. A vacina é para o mundo inteiro; tem de haver uma colaboração internacional e tem de ser solidária, não pode ser ditada por interesses comerciais e preços.”

(Fonte: Reuters/Reprodução)(Fonte: Reuters/Reprodução)

As aplicações da vacina ChAdOx1 nCoV-19, devidamente aprovada pela Anvisa, serão monitoradas pelo Ministério da Saúde, que irá coordenar os exames realizados em voluntários do Rio de Janeiro e São Paulo, inicialmente. O acompanhamento será conjunto com a Fundação Lemann, do Reino Unido, que irá aguardar a realização de todos os testes nos países selecionados para divulgar os resultados finais.

Além dos órgãos e instituições, a rede farmacêutica sueco-britânica AstraZeneca será responsável pela distribuição dos medicamentos e sua fabricação, com o intuito de garantir a "segurança, eficácia e imunogenicidade da doença", que afirmou, no fim de maio, ter recebido um investimento de US$ 1 bilhão do governo estadunidense, garantindo a fabricação de mais de 400 milhões de unidades da vacina para serem entregues a partir de setembro. 

"Os estudos iniciais não clínicos em animais e os estudos clínicos de Fase 1 em humanos para avaliar a segurança da vacina foram realizados na Inglaterra e os resultados demonstraram que o perfil de segurança da vacina foi aceitável", esclareceu a Anvisa, em nota.

Você sabia que o Megacurioso está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.

Comentários

Você já percebeu que passamos por algumas mudanças por aqui, né? Uma delas é melhorar também o nosso campo de comentários - e nada melhor do que você, nosso leitor, para nos ajudar e garantir que a gente esteja no caminho certo. Substituímos temporariamente nossos comentários por uma pesquisa rápida para implementarmos mais uma melhoria. Como você acredita que nossa interação pode ser mais próxima aqui?

CLIQUE AQUI PARA RESPONDER