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Vacina de Oxford contra covid-19 tem cadeias de produção iniciadas

Em entrevista à agência de notícias italiana ANSA neste sábado (13), o presidente do conglomerado farmacêutico AstraZeneca PLC na Itália, Lorenzo Wittum, afirmou que a fabricante de medicamentos já deu início a "diversas cadeias de produção" da vacina contra o coronavírus Sars-CoV-2 desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em "vários continentes". 

Segundo o executivo, o objetivo da empresa é que, através de acordos já fechados, sejam produzidos imediatamente 2 milhões de doses, de forma que, tão logo saiam os resultados da terceira e última fase do estudo clínico (com testes no Reino Unido e Brasil), a vacina esteja pronta para distribuição.

Para a emissora italiana RAI, Wittum faz uma previsão animadora: "Em setembro, já teremos resultados dos testes clínicos de eficácia. Se forem positivos, iniciaremos o percurso regulatório para começar a distribuição até o fim do ano".

Para que esse objetivo seja alcançado, o executivo explicou que as primeiras cadeias de produção estão localizadas nos Estados Unidos, Inglaterra e Índia. A fabricação na Itália será fruto de uma parceria entre a empresa italiana de biotecnologia IRBM-Advent, da cidade de Pomezia nos arredores de Roma, e o Instituto Jenner da Universidade de Oxford.

Os testes da vacina de Oxford

Fonte: Shutterstock/ReproduçãoFonte: Shutterstock/Reprodução

A vacina em testes é feita a partir de um adenovírus de chimpanzés contendo a proteína ACE-2, chamada de "spike" por ter aqueles espinhos que facilitam a entrada do Sars-Cov-2 nas células humanas.  No Brasil, cerca de 2 mil pessoas do Rio de Janeiro e São Paulo estão participando da fase 3 do estudo clínico.

Esses participantes, na faixa etária de 18 a 55 anos, são pessoas que tenham o risco aumentado de exposição à covid-19, como profissionais de saúde, motoristas de ambulância e funcionários de limpeza e segurança de hospitais.  As vacinas aplicadas já foram testadas quanto à não-toxicidade e à eficácia em resultados de laboratório.

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a operadora de hospitais Rede D'Or irão conduzir os ensaios da nova vacina e acompanhar por 12 meses os pacientes

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