Pesquisadores descobrem origem de nuvem radioativa de 2017

Pesquisadores descobrem origem de nuvem radioativa de 2017

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Você se lembra da nuvem radioativa que atingiu a Europa durante os meses de setembro e outubro de 2017? Ela causou uma enorme preocupação em cientistas e a população das regiões. Recentemente, cientistas descobriram um pouco mais sobre a origem da nuvem, que nasceu na Rússia e foi causada por um reator nuclear civil.

Já existia uma suspeita de onde havia surgido a nuvem, mas pesquisas mais atuais comprovaram as teorias e ajudaram a identificar algumas características novas sobre o caso. Um estudo, que foi publicado na Nature Communications, está trazendo à tona essas informações.

Onde exatamente nasceu a nuvem

As pesquisa feitas por cientistas, entre eles o professor Thorsten Kleine, da Universidade de Münster, apresentaram que a origem exata da nuvem foi na região sul dos Montes Urais, em Mayak. O local já foi origem de problemas nucleares, quando, em 1955, uma explosão de reator nuclear aumentou os índices de radioatividade na Europa.

O caso mais recente, de 2017, deixou muitas pessoas preocupadas e, embora tenha sido alto índice, na maioria das regiões, como Alemanha, Itália, Áustria, Suíça e França, não atingiram níveis que trouxessem preocupação para a vida humana. Ainda assim, o acontecimento continua preocupando as entidades europeias e, por conta disso, a pesquisa seguiu por tanto tempo.

Imagens áereas de Marak, onde deve ter vazado a nuvem e, também, local de inúmeros problemas radioativos. (Fonte: Wikimedia Commons)Imagens áereas de Marak, onde deve ter vazado a nuvem e, também, local de inúmeros problemas radioativos. (Fonte: Wikimedia Commons)

Causa da preocupação

A importância dada para o caso é fundamentada no quão grave foi o incidente. A nuvem radioativa era feita de rutênio-106 e gerou uma concentração, na Europa, 100 vezes maior que o desastre nuclear de Fukushima, em 2011.

Ainda que os índices fossem preocupantes e que o local de origem tenha sido descoberto na Rússia, as autoridades russas não auxiliaram nas investigações e seguiram negando as acusações. Outra preocupação é o fato de ser um reator nuclear civil, algo extremamente esquisito.

(Fonte: Pexels)(Fonte: Pexels)

Reator não militar

As pesquisas do professor Kleine apresentaram alguns aspectos que comprovam a possibilidade de ser um reator civil. Por exemplo, a provável mistura entre Rutênio e Plutônio, uma característica que não é comum em reatores militares ou de governo, já que estes utilizam o Urânio no ciclo do combustível.

Outra característica que corrobora a ideia, é que os Isótopos de Rutênio, encontrados na nuvem, surgem do reprocessamento de combustível em reatores VVER. Esses reatores são os encontrados em Mayek, dando ainda mais embasamento para o fato de que, muito provavelmente, a nuvem radioativa tenha nascido na Rússia e de um vazamento em reator civil.

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