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Massacre de 250 baleias torna mar vermelho nas Ilhas Faroé

Atenção! Se você se incomoda com temas que envolvam sexo ou violência, ou tem menos de 18 anos, é melhor parar por aqui. Caso contrário, é só prosseguir para o nosso artigo.

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Cerca 250 baleias-piloto e 35 golfinhos foram mortos em um ritual anual no arquipélago das Ilhas Faroé, no Atlântico Norte. O massacre dos mamíferos é uma tradição local que remonta pelo menos há mil anos. Durante a noite, os moradores locais usam pequenos barcos para encurralar os mamíferos e matá-los.

A quantidade de sangue no mar tornou a água vermelha e as imagens geraram revolta nas redes sociais. As fotografias sangrentas geraram revolta da Sea Sepherd, uma organização não governamental (ONG) internacional de defesa da fauna marinha. A ONG já realizou campanhas para que a prática fosse abolida.

A entidade chamou o evento de “triste” e “bárbarie”. A Sea Sheperd conseguiu interromper o abate anual em 2014. Após esse fato, o governo local proibiu qualquer navio da Sea Shepherd de entrar no território da ilha. A ORCA Conservancy, outra ONG ambiental, descreveu a prática como um "esporte de sangue insano", também pressionaram o governo das Faroés a encerrar o abate.

Tradição milenar

(Fonte: Sea Sheperd/Divulgação)(Fonte: Sea Sheperd/Divulgação)

Os assassinatos fizeram parte da tradição de verão chamada de Grindadràp, que envolve prender baleias em volta da baía. Para tanto, primeiros os pescadores cercam os grupos de baleia usando barcos, e empurrando-as para dentro da baía. Em seguida, os participantes do Grindadràp se dirigem para a água para matar os animais à mão usando suas facas.

As baleias abatidas são levadas para a costa, onde sua carne e gordura são cortadas e distribuídas gratuitamente aos moradores locais. De acordo com o site do governo das Ilhas Faroé, "quanto maior a captura, mais as pessoas recebem uma parte". A carne e a gordura de baleia também podem ser compradas em supermercados e nas docas do mar.

Abate sustentável

(Fonte: Sea Sheperd/Divulgação)(Fonte: Sea Sheperd/Divulgação)

Eles também argumentaram que, embora sangrento, o abate anual de baleias era uma prática sustentável e regulamentada.Apenas caçadores licenciados podem participar do costume, segundo o governo de Faroé. 

Cerca de 800 baleias são capturas por ano e as autoridades locais afirmam que o número "não é considerado como tendo um impacto significativo na abundância de baleias-piloto". As Ilhas Faroé dizem que existe uma população de cerca de 778 mil dessas baleias no mundo.

E você, o que acha dessa estranha tradição do arquipélago localizado no Atlântico Norte?

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