Cientistas desenvolvem material autocurável inspirado no cinema

Cientistas desenvolvem material autocurável inspirado no cinema

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Inspirados no filme O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final, um grupo de cientistas do Exército dos Estados Unidos está desenvolvendo um material com capacidade de se autocurar e mudar de forma, conforme comunicado divulgado na última segunda-feira (17).

No longa, lançado em 1991 e estrelado por Arnold Schwarzenegger, o vilão é o robô T-1000, que consegue se curar após sofrer diferentes tipos de ataque e também mudar de aparência e forma. É um material com características semelhantes às encontradas no personagem de Robert Patrick que os pesquisadores estão criando.

De acordo com o engenheiro aeroespacial do Laboratório de Pesquisa do Exército do Comando de Desenvolvimento de Capacidades de Combate Frank Gardea, a nova substância será utilizada em melhoramentos para plataformas militares, a princípio. Ela pode ajudar na criação de veículos aéreos não tripulados e robóticos autorreparáveis, por exemplo.

O material já teve a sua primeira versão produzida, mas ainda está longe de ficar pronto.O material já teve a sua primeira versão produzida, mas ainda está longe de ficar pronto.

Produzido à base de epóxi impresso em 3D, o material responde a estímulos de temperatura e luz, mas a proposta é aumentar essa gama de ativação. Além disso, os cientistas pretendem incorporar algum tipo de inteligência a ele, para que o produto consiga se adaptar ao ambiente sem qualquer controle externo.

Primeiros testes realizados com sucesso

O projeto, desenvolvido em parceria com a Texas A&M University, ainda está nos primeiros passos, mas os resultados obtidos inicialmente com o polímero flexível já deixaram os cientistas animados.

A partir de agora, eles começam a trabalhar na introdução de novos comportamentos de ativação e nas respostas múltiplas. Além disso, pretendem explorar melhor a capacidade de memória da substância, que pode ser programada para voltar a uma determinada forma, após sofrer algum tipo de estímulo.

Desenvolver as “ligações dinâmicas que permitem o material passar de líquido para sólido várias vezes” é outro dos desafios, segundo Gardea.

Cientistas desenvolvem material auto-curável inspirado no cinema via TecMundo

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