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Estudo revela primeiro caso de câncer em mamífero extinto no Brasil

Um estudo feito por pesquisadores brasileiros, publicado recentemente (26) na revista científica Historical Biology, relatou o primeiro caso de câncer em um mamífero extinto não-humano do Quaternário e pode ser o primeiro caso dessa forma de câncer ósseo no registro fóssil.

O animal estudado, uma preguiça da espécie Nothrotherium maquinense, que viveu durante o período geológico conhecido como Era do Gelo, tinha um porte de pequeno a médio e tinha, no máximo, 1,5 metro de comprimento. 

Coletado numa caverna localizada no planalto da Serra do Ramalho na Bahia, chamada Lapa dos Peixes I, o espécime era um animal que caminhava no chão e não subia em árvores.

O tumor 

Fonte: Fernando H. de S. Barbosa/Divulgação
Câncer ósseo em fêmur de preguiça (Fonte: Fernando H. de S. Barbosa/Reprodução)

O tumor foi diagnosticado com base na aparência macroscópica, radiológica e histológica da lesão. Era um osteossarcoma parosteal, um tipo de câncer ósseo. Num comunicado à imprensa, os autores explicam que a presença da patologia “teria sido extremamente prejudicial para sua vida”.

Embora não seja possível afirmar, com certeza, se o bicho morreu por causa do câncer ou por uma queda acidental na caverna, é bastante provável que ele sofresse de dores locais, inchaço e limitação dos movimentos articulares. 

Embora esse tipo de neoplasia seja comum em quase todos os animais, é o primeiro caso verificado em uma espécie já extinta. O fóssil estudado encontra-se atualmente no Museu de Ciências da Terra (MCTer), do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), no Rio de Janeiro. 

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