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Aves com mais de 6 metros de envergadura sobrevoaram a Antártica

Através de um estudo publicado em 27 de outubro na Scientific Reports, paleontólogos da Universidade da Califórnia, Berkeley, nos Estados Unidos, compartilharam relatórios sobre exame de fósseis realizado em um osso do pé de um pássaro coletado na Ilha Seymour, na Antártica. Segundo a documentação, o vestígio data de aproximadamente 50 milhões de anos atrás e fez parte de uma espécie de ave com dimensões colossais e envergaduras que alcançavam até 6,4 metros.

O osso havia sido encontrado nas periferias da ilha polar na década de 1980, quando foi transportado em segurança para o Museu de Paleontologia da Universidade da Califórnia após uma série de análises. Então, já em 2015, os olhos do pós-graduando Peter Kloess se voltaram novamente para o fóssil, algo que lhe rendeu uma nova descoberta depois de uma observação mais minuciosa sobre as notas publicadas.

“Eu adoro ir a coleções e apenas encontrar tesouros lá”, disse Kloess, em um comunicado publicado no EurekAlert!. “Alguém me chamou de rato de museu, e considero isso um distintivo de honra. Adoro correr por aí, encontrando coisas que as pessoas ignoram.”

(Fonte: Peter Kloess/UC Berkeley)
(Fonte: Peter Kloess/UC Berkeley)

O novo passeio pelo fóssil de ave determinou, assim, que o enorme animal sobrevoava as terras antárticas há aproximadamente 50 milhões de anos, divergindo das conclusões anteriores que indicavam uma datação de 40 milhões de anos. De acordo com o palentólogo, a rocha em que o osso estava incrustado não pertencia a um grupo localizado entre os tipos originalmente apontados, assim como pertencia a pelagornitídeos — grupos de animais com dentes pontiagudos em largas projeções ósseas — muito maiores do que a maioria dos indivíduos.

Ave de proporções monstruosas

Segundo os estudiosos, o osso da Ilha Seymour pertencia a uma ave que possuía uma envergadura de 6,4 metros de dimensão. Além disso, aparentemente o dono do pé fossilizado tinha um comprimento semelhante ao de um caminhão de transporte da empresa norte-americana U-Haul, que pode alcançar 14 metros de comprimento em alguns modelos.

Os dentes dos pelagornitídeos eram adaptados para a caça e armazenagem de restos de outros animais, com as enormes aves sendo consideradas predadoras que pertenciam ao topo da cadeia alimentar durante sua existência. Seus últimos registros de vida são datados de 2,5 milhões de anos atrás.

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