Cientistas resolvem mistério da formação da Nebulosa do Anel Azul

A formação da Nebulosa do Anel Azul, localizada a 6.300 anos-luz de distância da Terra, sempre foi um mistério para os cientistas, desde a sua descoberta em 2004. Agora, 16 anos depois, eles finalmente conseguiram entender como ela surgiu e explicaram tudo em um estudo publicado na revista Nature.

De acordo com o astrofísico do Carnegie Institution for Science Mark Seibert, o anel azul é, na verdade, a base de uma nuvem em formato de cone de hidrogênio molecular brilhante, que se afasta da estrela no centro da nebulosa em direção à Terra. Dados de observações recentes, usando diferentes equipamentos, também indicaram a existência de uma segunda nuvem, idêntica, mas que se forma na direção oposta.

Para a equipe liderada por Seibert, essas nuvens de vestígios fluorescente surgiram após a colisão de uma estrela de tamanho semelhante ao Sol com outra de massa muito menor. Com o choque estelar, que teria ocorrido há “apenas” alguns milhares de anos, as duas acabaram se fundindo.

A ilustração mostra como a estrutura é de verdade e como ela é vista a partir de telescópios terrestres.
A ilustração mostra como a estrutura é de verdade e como ela é vista a partir de telescópios terrestres. (Fonte: NASA/Divulgação)

Embora esse tipo de fusão seja comum, tais eventos são difíceis de estudar, por causa dos detritos liberados após a colisão, atrapalhando a visão dos pesquisadores. Por isso, a equipe acredita que a Nebulosa do Anel Azul represente o estágio final do processo, quando os resíduos liberados pelo choque começam a desaparecer, oferecendo uma boa visibilidade do objeto.

Animação mostra a estranha estrutura da nebulosa

A equipe por trás da descoberta sobre a formação da Nebulosa do Anel Azul divulgou uma animação que permite entender melhor a estranha estrutura do objeto. Veja:

O brilho azul é apenas um efeito óptico

O anel de tom azulado que rodeia a estrela central formada após a fusão estelar, catalogada como TYC 2597-735-1, chamou a atenção dos astrônomos quando foi visto pela primeira, em 2004, usando o telescópio espacial Galaxy Evolution Explorer (GALEX), equipamento já descontinuado pela NASA.

No entanto, a tonalidade deste anel peculiar é apenas um efeito óptico gerado pela codificação com a cor azul nas imagens do telescópio, já que a nebulosa só emite luz ultravioleta invisível ao olho humano.

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