Corpo de soldado medieval é encontrada com espada em lago da Lituânia

O corpo de um soldado medieval, de mais de 500 anos, foi encontrado submerso em um lago na Lituânia. A descoberta ocorreu durante uma inspeção subaquática da antiga ponte Dubingiai, no lago Asveja, no leste do país.

De acordo com a pesquisadora Elena Pranckenaite, da Universidade Klaipeda, em Klaipeda, os restos mortais estavam sob uma camada de sedimentos, provavelmente depositados pelas correntes da água. 

Pesquisadores da Universidade de Vilnius, na capital do país, analisaram o corpo e determinaram que se tratava de alguém do sexo masculino, morto durante o século 16. A causa da morte não foi determinada, mas é possível deduzir que se tratasse de algum militar. Armas e outros artefatos achados com o corpo sustentam essa teoria.

Arqueólogos e mergulhadores trabalham na remoção do corpo e dos artefatos
Arqueólogos e mergulhadores trabalham na remoção do corpo e dos artefatos

Outros soldados foram encontrados em diversos lugares no arredores de Klapeida, mas essa é a primeira vez que um corpo é encontrado submerso. Os responsáveis pela descoberta foram trabalhadores do Ministério do Transporte da Lituânia, que estavam reforçando a ponte de madeira construída em 1934. 

Com a descoberta, arqueólogos foram chamados para ajudar na remoção dos restos mortais. O soldado estava enterrado no fundo do lago, a cerca de 9 metros de profundidade. Outro fato interessante é que análises arqueológicas feitas no lago, no fim dos anos 90, mostraram que ali existia outra ponte, que datava dos séculos 16 e 17 – exatamente a época em que o soldado faleceu. Os cientistas acreditam que as duas histórias estão relacionadas.

Outro fato impressionante é o que os restos mortais estavam bem preservados, apesar das condições adversas. O esqueleto estava bem completo, assim como as armas e outros artefatos. Foram recuperados um par de botas de couro com esporas, um cinto de couro com fivela, uma espada de ferro e duas facas com cabos de madeira. 

Os achados agora estão sob posse de arqueólogos do Museu Nacional da Lituânia. “Esperamos contar a história em no máximo um ano”, explicou Pranckenaite.  

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