Tóquio: conheça um museu de parasitas com tênia de 9 metros

Com a promessa para breve de uma campanha de vacinação, as pessoas já começam a traçar os seus destinos para o pós-pandemia. Para quem estiver planejando ir a Tóquio, deixamos uma dica imperdível: o Museu Parasitológico Meguro, a maior coleção de criaturas sugadoras de vida, que inclui uma tênia de quase nove metros de comprimento.

Fonte: Laika ac/WikiCommons
A lombriga de quase nove metros (Fonte: Laika ac/WikiCommons)

Mas não só de lombrigas vive o Meguro. Aqui há todos os tipos de organismos que utilizam outro organismo para obter seus nutrientes. Isso inclui desde amebas unicelulares, daquelas comedoras de cérebros, até adoráveis moscas-varejeiras. São mais de 300 espécies de parasitas em exibição, mas existem mais de 60 mil guardados lá, além de 50 mil artigos e mais de 5 mil livros.

Fonte: Geilhem Vellut/Flickr/Reprodução
Fonte: Geilhem Vellut/Flickr/Reprodução

Dividido em dois pisos, o museu mostra tanto parasitas que retiram nutrientes de fora dos hospedeiros, os ectoparasitas, como aqueles que adoram se enrolar confortavelmente em nossos órgãos quentinhos e ficar compartilhando as coisas gostosas que comemos; são os endoparasitas.

Como visitar o museu de parasitas?

No andar inferior, fica a parte mais teórica, uma verdadeira aula de biologia dedicada aos parasitas que infectam animais. Aqui, os espécimes dividem o espaço com mapas, fotos e gráficos informativos sobre o habitat desses bichinhos nos diversos países do mundo, seus sintomas e seus ciclos vitais.

Fonte: Guilhem Vellut/Flickr/Reprodução
Vermes em cérebro (Fonte: Guilhem Vellut/Flickr/Reprodução)

Já no andar superior, o bicho, literalmente, pega: podemos visualizar aquelas espécies que nos infectam, como a famosa tênia de 8,8 metros que poderia facilmente se esticar por três andares. Além de vermes nematoides, trematódeos (como os vermes do fígado) e Plasmodiuns, os parasitas da malária.

Os visitantes com estômagos não tão fortes devem estar preparados para cenas perturbadoras, pois alguns dos parasitas preservados ainda ocupam os seus hospedeiros. E há fotos impressionantes, como a do inseto tropical que fez um testículo humano inchar até o tamanho de uma mochila.

Fonte: Meguro Parasitological Museum/Reprodução
Sanguessuga no olho de tartaruga (Fonte: Meguro Parasitological Museum/Reprodução)

Fundado pelo parasitologista japonês Satoru Kamegai, o Museu Parasitológico Meguro é o único de sua espécie no mundo, e tem uma adorável lojinha de presentes, onde você pode comprar um imã de esquistossomo para colocar na porta da geladeira, ou uma linda giárdia de pelúcia.

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