Cafeína durante gravidez pode ter efeitos no cérebro de bebês

Um novo estudo feito pela Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, indica que o consumo de cafeína durante a gravidez pode ser maléfico para o desenvolvimento do cérebro dos fetos. Para chegar nesse resultado, pesquisadores analisaram milhares de imagens cerebrais de crianças de 9 e 10 anos, as quais revelaram mudanças na estrutura cerebral de crianças expostas à cafeína no útero.

De acordo com o estudo, o consumo excessivo de cafeína durante a gravidez costuma gerar maiores dificuldades anos mais tarde na vida dos jovens. Problemas comportamentais elevados, dificuldades de atenção e hiperatividade são todos sintomas que os pesquisadores observaram nessas crianças.

Efeito psicológicos da cafeína

(Fonte: Pixabay)
(Fonte: Pixabay/Reprodução)

Em declaração oficial, o líder da pesquisa, John Foxe, fez questão de destacar os resultados descobertos durante o estudo. “Todos esses efeitos são pequenos e não causam condições psiquiátricas horrendas nos jovens, mas despertam mínimos problemas de comportamento os quais devem fazer com que nós consideremos os efeitos da cafeína durante a gravidez”, destacou.

Na visão de Foxe, os dados levantados por sua equipe devem surgir como uma recomendação para que as futuras mamães evitem o consumo de café e relacionados durante o período de gestação. Segundo o estudo, as crianças parecem apresentar uma via biológica diferente quando ocorre o consumo de cafeína durante a gravidez.

Para a próxima etapa, os pesquisadores esperam que as recentes descobertas possam ajudar a elaborar novos estudos para entender como essas mudanças biológicas passam a ocorrer dentro do cérebro dos fetos.

Cafeína na gravidez

(Fonte: Pixabay)
(Fonte: Pixabay/Reprodução)

Estudos passados já haviam mostrado que a cafeína pode ter efeitos negativos na gravidez, como o estudo feito pela Universidade Estadual de Iowa, nos Estados Unidos, o qual mostrou que os fetos não possuem a enzima necessária para quebrar as moléculas de cafeína após elas cruzarem a placenta. 

Os pesquisadores ainda não sabem ao certo se o efeito da cafeína no cérebro dos fetos varia de um trimestre para outro ou em qual momento exato da gestação as mudanças biológicas estruturais começam a ocorrer. 

“As recomendações clínicas atuais sugerem limitar o consumo de cafeína para no máximo duas xícaras de café por dia”, ressaltou o pesquisador Zachary Christensen. A longo prazo, os cientistas esperam coletar novas informações para desenvolver um guia completo para gestantes que abordem as preocupações sobre o tema.

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