Arqueólogos acham restos de freiras polonesas mortas na 2ª Guerra

Um grupo de arqueólogos do Instituto de Memória Nacional da Polônia (Instytut Pamieci Narodowej) descobriu covas clandestinas que abrigavam os corpos de freiras assassinadas durante a Segunda Guerra Mundial.

A busca pelos esqueletos das sete freiras começou em um terreno de Gdansk, a maior cidade portuária do país, em julho de 2020. O corpo da irmã Charytyna foi o primeiro desenterrado do local, um cemitério público da cidade.

Os corpos foram enterrados de forma improvisada em 1945 (Fonte: IPN/Reprodução)Os corpos foram enterrados de forma improvisada em 1945 (Fonte: IPN/Reprodução)

Em outubro, outros três esqueletos foram descobertos, pertencentes às irmãs Generosa, Krzysztofora e Liberia. O achado indicava que aquele era o local certo, e que provavelmente mais corpos seriam encontrados.

As últimas três freiras foram desenterradas somente nas últimas semanas, após um intenso trabalho da equipe de escavação. Para encontrar os corpos, eles compararam a planta do cemitério com registros públicos de sepultamentos, chegando a um provável local de 20 metros quadrados. Para chegar às covas antigas, corpos mais recentes tiveram que ser exumados.

A escavação levou meses e envolveu exumação de corpos mais recentes (Fonte: IPN/Reprodução)A escavação levou meses e envolveu exumação de corpos mais recentes (Fonte: IPN/Reprodução)

Junto dos esqueletos, documentos e objetos ajudaram a identificar a origem das freiras. Acessórios religiosos, como crucifixos e rosários, indicam que elas pertenciam à ordem de Santa Catarina de Alexandria — exatamente o que os pesquisadores procuravam desde o início.

Época de terror

Todas as freiras encontradas trabalhavam como enfermeiras no hospital de Santa Maria, em Gdansk. Elas foram mortas no mesmo período, por volta de 1945, quando o exército soviético passou a ocupar aos poucos a Polônia, expulsando os soldados nazistas.

Objetos religiosos achados junto com as freiras (Fonte: IPN/Reprodução)Objetos religiosos achados junto com as freiras (Fonte: IPN/Reprodução)

Para controlar a região, a União Soviética agiu com bastante violência contra grupos locais influentes, incluindo milícias e ordens religiosas. Prisões, espancamentos públicos e execuções eram comuns, além de saques em igrejas e hospitais, que foi o caso das freiras de Santa Catarina de Alexandria.

De acordo com documentos encontrados nas pesquisas iniciais do instituto, as freiras foram mortas com altas doses de violência e tortura, com tiros e golpes de baioneta. Uma das freiras, a irmã Krzysztofora, teve olhos e língua arrancados após lutar com um soldado.

Análises mais específicas devem ajudar a confirmar a identidade das freiras (IPN/ReproduçãoAnálises mais específicas devem ajudar a confirmar a identidade das freiras (IPN/Reprodução

Agora, os restos passarão por análises mais complexas e testes de DNA para comprovar a identidade.

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