De onde vem todo o ouro do planeta Terra?

Pote de ouro no final do arco-íris? Baú do Sílvio Santos? Banco de Gringotes? Bom, por mais que utilizemos diariamente o ouro em nossas vidas e existam produtos relativamente populares baseados no minério, raramente paramos para pensar sobre suas origens e como — ou onde — ele é encontrado. Na verdade, sua história está atrelada a inúmeras teorias e estudiosos apontam que a origem do metal pode estar relacionada ao cenário espacial, sendo derivado da explosão de estrelas massivas.

O ouro, considerado o primeiro metal utilizado pela humanidade em aproximadamente 5.000 a.C., quando as primeiras civilizações do Oriente Médio passaram a manuseá-lo, foi o segundo metal conhecido depois do cobre e atualmente integra um seleto grupo de 118 elementos descobertos. Porém, apesar de estar em mãos humanas apenas durante o fim da Pré-História, sua presença na Terra teve origem há 4,5 bilhões de anos, aparecendo em forma de átomos na estrutura de outros minerais.

Atualmente, as teorias que possuem mais força no meio científico apontam que o ouro é produzido a partir de estrelas, resultando de explosões espaciais massivas influenciadas pela presença de energia nuclear, que acabam combinando átomos mais leves com mais pesados. Uma das sugestões aponta que o metal surge da supernova de uma estrela massiva e da consequente fusão nuclear, enquanto a outra indica que há uma explosão de raios gama logo após a colisão de estrelas de nêutrons.

(Fonte: Getty Images / Reprodução)(Fonte: Getty Images / Reprodução)

Esses fenômenos, então, desencadeariam uma reação em cadeia originando o pó espacial áurico, que se misturaria a asteroides e seria em seguida transportado para a Terra ao lado de outros elementos. 

O ferro e a formação dos primeiros depósitos

No início da formação do planeta, o ferro trazido do cosmos para a Terra afundou no centro do globo, gerando uma grande concentração de minerais e elementos pesados no núcleo. Um dos metais transportados nesse processo teria sido o ouro, que acabou ocupando regiões mais próximas da crosta e tornando-se de fácil acesso para a humanidade.

Sua descoberta também foi possível graças a fenômenos envolvendo o fluxo de fluidos quentes, que acabaram carregando de 10 a 20 milhões de toneladas de ouro até oceanos e mares para, posteriormente, boa parte ser diluído em quantidades microscópicas. Atualmente, sua concentração em jazidas chega a ser de apenas alguns gramas por tonelada extraída, resultando em uma produção mundial de aproximadamente 2,5 toneladas por ano.

Você sabia que o Megacurioso está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.