Pesquisadores divergem sobre o futuro do crescimento demográfico na Terra

29/09/2021 às 02:002 min de leitura

Nos últimos anos, alguns países, principalmente os situados no continente asiático, adotaram medidas de controle demográfico. Muitas vezes, o Estado determinava o número de filhos que um casal podia ter. Cingapura é um dos principais exemplos, já que, na década de 1980, incentivou os casais do país a terem, no máximo, dois filhos. Esse cenário, contudo, não se sustentou por muito tempo. Isso porque, em 1987, o Estado passou a incentivar um maior número de filhos por casal.

E esse não é um caso isolado. Muitos países tentam manter sua população estável, a qual não pode ser composta nem por indivíduos demais, nem por poucos, já que os extremos são considerados prejudiciais para a economia. O controle demográfico dos países é feito de acordo com projeções realizadas por importantes órgãos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU). No entanto, esses dados se mostram controversos, dado que as projeções variam conforme as técnicas utilizadas.

Segundo a ONU, o mundo deve atingir quase 11 bilhões de habitantes até 2100. Por outro lado, grupos de pesquisadores indicam que a população deve chegar a 9,7 bilhões até 2070 e, a partir disso, diminuir.

A divergência nas projeções é prejudicial para governos e organizações que desejam se planejar para o futuro. Por isso, a indicação mais importante é focar os esforços na análise dos dados atuais, por meio de pesquisas e levantamentos, como o censo demográfico realizado no Brasil.

Censo populacional

A partir da análise de dados assertivos do presente é possível chegar a conclusões mais pontuais sobre o crescimento demográfico futuro. Contudo, essa tarefa tem sido dificultada, especialmente em decorrência da pandemia, que comprometeu a realização de levantamentos geográficos em todo o mundo.

Mesmo assim, no início de 2021, alguns países divulgaram os resultados de suas pesquisas demográficas. Os Estados Unidos e a China, por exemplo, mostraram níveis baixos recorde de crescimento populacional. Apesar de os dados chamarem atenção, já eram esperados por alguns pesquisadores.

A análise dos dados presentes é uma boa forma de realizar previsões futuras, mas não deve ser considerada totalmente assertiva. Isso porque existem acontecimentos que não podem ser previstos, como a pandemia de covid-19, que teve grande impacto sobre o número de habitantes da Terra.

Dessa forma, o que podemos esperar é a divulgação de dados mais recentes. Com isso, será possível visualizar a situação atual e, quem sabe, estabelecer uma projeção realista sobre o que o futuro reserva para a população mundial.

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Fabiano de Abreu Rodrigues, colunista do Mega Curioso, é doutor e mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Psicologia e Neurociências com o título reconhecido pela Universidade Nova de Lisboa. PhD em neurociência pela Logos University International/City University. É também mestre em Psicanálise pelo Instituto e Faculdade Gaio/Unesco; pós-graduado em Neuropsicologia pela Cognos em Portugal e em Neurociência, Neurociência Aplicada à Aprendizagem, Neurociência em Comportamento, Neurolinguística e Antropologia pela Faveni do Brasil; conta com especializações avançadas em Nutrição Clínica pela TrainingHouse em Portugal, The electrical Properties of the Neuron, Neurons and Networks, Neuroscience em Harvard (EUA); é bacharel em Neurociência e Psicologia pela EBWU e licenciado em Biologia e História pela Faveni do Brasil; tecnólogo em Antropologia pela UniLogos (EUA); com especializações em Inteligência Artificial na IBM e programação em Python na Universidade de São Paulo (USP); e MBA em Psicologia Positiva na Pontifícia Universidade Católica (PUC).

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