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5 fatos impressionantes sobre os 'Pilares da Criação'

O Telescópio Espacial James Webb foi posto para trabalhar nos últimos meses e conseguiu capturar uma imagem impressionante: os Pilares da Criação, um aglomerado de poeira, gás e estrelas bebês na Via Láctea. Os Pilares cativam pesquisadores desde que foram avistados pelo Telescópio Espacial Hubble em 1995.

Além de sua beleza inigualável, essas imensas bolhas de gás e poeira no espaço foram comparadas a castelos no céu, estalagmites cósmicas, ou vislumbres de um recife de coral no espaço profundo. De acordo com a NASA, esse tipo de imagem é essencial para aprimorarmos nossos modelos de formação de estrelas. Ficou curioso para conhecer mais sobre o tema? Veja só essas cinco curiosidades sobre os Pilares da Criação!

1. Distância da Terra

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Por mais que as fotos divulgadas recentemente pela NASA sejam de excelente qualidade e tragam um vislumbre sobre o que existe no espaço, os Pilares da Criação estão localizados a 6,5 mil anos-luz da Terra. Mesmo assim, a Nebulosa da Águia (AKA M16), onde as bolhas de gás e poeira estão localizadas, pode ser vista a olho nu pelos humanos.

Para isso, basta os admiradores de estrelas prestarem atenção na região entre as constelações de Serpens e Sagitário no céu noturno. 

2. Produto final

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Quando vemos uma foto espacial sendo divulgada na mídia, instintivamente pensamos que não houve um grande trabalho para aquele resultado. No entanto, os astrônomos da Arizona State University, Jeff Hester e Paul Scowen, tiveram que juntar 32 imagens separadas tiradas pela câmera do Hubble em 1995 para alcançar o épico dos Pilares da Criação.

O motivo? O Hubble usava a tecnologia de quatro câmeras separadas, cada uma capturando uma parte diferente de todo o objeto. Cada uma das quatro câmeras tirou duas imagens usando quatro filtros diferentes, que se uniram para um mesmo resultado.

3. Lar da destruição

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

O nome "Pilares da Criação" vem pelo fato dessa região ser uma espécie de berçário estelar, feito de hidrogênio e poeira. Dentro dos pilares — que são enormes lacunas espaciais — novas estrelas vão se alimentando de gás. Porém, onde há criação também existe destruição.

Isso ocorre porque um grupo de estrelas massivas e jovens, que estão iluminando toda a ação de longe das bolhas, vão destruindo tudo ao seu redor lentamente. A luz ultravioleta de novas estrelas corrói os pilares de poeira e gás em um processo chamado fotoerosão.

4. Tamanho Colossal

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Por ser algo tão distante da Terra e de nossa realidade, dificilmente conseguimos imaginar com precisão como tudo no espaço pode ser colossal. E esse é o caso dos Pilares da Criação. Para se ter ideia, apenas o pilar da esquerda possui um pouco mais de quatro anos-luz de comprimento, o que significa 40 trilhões de quiômetros.

Todo o complexo, por sua vez, possui cinco anos-luz de largura. Em métodos de comparação, o nosso sistema solar chega a ser menos que uma minúscula saliência no topo desses pilares.

5. Formação do Sol

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Um fato curioso sobre os Pilares da Criação é que as evidências de estilhaços radioativos de uma supernova em nosso sistema solar sugerem que o Sol pode ter se formado de um aglomerado de outras estrelas massivas, muito parecido com o que acontece na Nebulosa Águia.

Isso significa que, enquanto observamos esses incríveis fenômenos ao redor do universo, podemos estar vendo uma reprodução muito fidedigna de qual tipo de ambiente foi necessário para que o nosso Sol tenha se formado — consequentemente permitindo nossa existência.

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