(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)

De acordo com uma notícia publicada pela BBC, Franz Messerli, um pesquisador da Universidade Columbia, de Nova York, sugere que o número de prêmios Nobel de uma nação pode estar relacionado com um maior consumo de chocolate pela população. Sendo assim, teria o chocolate o poder de nos tornar mais inteligentes?

Segundo a publicação, o cientista se interessou pelo tema após ler diversos estudos que apontavam que o consumo frequente de cacau parece melhorar a capacidade cognitiva e a memória. Assim, com base nessas informações, Messerli decidiu comparar o número de prêmios Nobel por país com o consumo de chocolate da população. O resultado foi surpreendente.

Parcialidade e hipersensibilidade

O pesquisador descobriu que a relação entre os dois indicadores é incrivelmente próxima. Como era de se esperar, a Suíça apareceu em primeiro lugar, com o maior número de prêmios Nobel por nação e maior consumo de chocolate per capita, enquanto a Suécia — país onde são votados os vencedores do concorrido prêmio — apareceu como uma exceção, apresentando um grande número de laureados apesar do baixo consumo de cacau.

(Fonte da imagem: Reprodução/BBC)

Segundo o pesquisador, essa anomalia pode ser o resultado de uma hipersensibilidade ao chocolate por parte dos suecos ou, quem sabe, uma leve tendenciosidade na hora de eleger os vencedores do prêmio.

Gênios chocólatras

Curiosamente, alguns vencedores consultados pela BBC — como Christopher Pissarides, que recebeu o Nobel de Economia em 2010, e Robert Grubbs, que recebeu o de Química em 2005 — confessaram ser chocólatras incorrigíveis, atribuindo parte do sucesso em suas pesquisas à sensação de conforto e bem-estar causada pelo chocolate.

Porém, conforme apontou a BBC, embora a correlação entre o consumo de chocolate e o número de prêmios recebidos pareça ser bastante significativa, ainda é necessário determinar se o cacau realmente é o ingrediente secreto para o sucesso. Por outro lado, como ainda não foi possível encontrar nenhuma razão pela qual essa relação não possa ser real, não custa nada turbinar a sua inteligência com algumas barrinhas de chocolate, não é mesmo?