Estudo aponta a relação entre consumo de café e baixos índices de suicídio
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Estudo aponta a relação entre consumo de café e baixos índices de suicídio

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Pesquisadores da Universidade de Harvard acabam de identificar mais uma ação benéfica do café sobre o organismo. De acordo com o site da instituição, um estudo recente revelou que o consumo regular de café pode diminuir em 50% o risco de suicídio entre homens e mulheres.

“Diferentemente das pesquisas anteriores, analisamos informações associadas ao consumo de bebidas com e sem cafeína e identificamos que a cafeína é a substância do café que mais oferece proteção [ao organismo]”, explicou Michel Lucas, pesquisador responsável pelo estudo e membro do departamento de Nutrição da Universidade de Harvard.

Para chegar a essas conclusões, os cientistas utilizaram os dados de três grandes pesquisas realizadas nos Estados Unidos entre 1988 e 2008. Ao todo, mais de 200 mil pessoas tiveram seus hábitos alimentares analisados. Essas informações revelaram aos pesquisadores que as chances de suicídio caem pela metade entre adultos que consomem entre duas e quatro xícaras de café diariamente quando comparados àqueles que ingerem pouco ou não ingerem café.

Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock

A explicação para esse fato está no efeito que a cafeína tem no organismo. Além de estimular o sistema nervoso central, a substância age como um antidepressivo ao aumentar a produção de neurotransmissores no cérebro – como serotonina, dopamina e noradrenalina. Os pesquisadores acreditam que isso explique as menores taxas de depressão encontradas entre apreciadores do café em estudos anteriores.

Apesar disso, os autores do trabalho não recomendam que adultos depressivos aumentem sua ingestão de cafeína, pois quando o consumo da substância é maior do que o habitual, o organismo pode apresentar efeitos colaterais.

“Em resumo, nossos resultados sugerem que existem benefícios um pouco maiores para aqueles que consomem de duas a três xícaras ou 400 mg de cafeína por dia”, ressaltam os pesquisadores.

O estudo completo foi publicado no início de julho no periódico The World Journal of Biological Psychiatry.

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