Nem todos fazem da mesma forma: há os metódicos, que organizam cada detalhe para ter uma boa noite de estudos; há os que preferem deixar tudo para a última hora; tem também aqueles reis dos post-it e das canetas marca-texto; e os que só precisam prestar atenção no professor para se sentirem preparados.

Porém, pesquisas têm mostrado que existem algumas técnicas que comprovadamente ajudam na memorização das informações – não apenas para passar em uma prova, mas  para as manter nos próximos anos.

Se tem alguém que sabe sobre a aprendizagem de conceitos difíceis de forma eficaz, é o físico e ganhador do Prêmio Nobel Richard Feynman. Em sua biografia, “Gênio: a vida e a ciência de Richard Feynman”, escrita por James Gleick, o autor discute técnicas de aprendizagem precoce utilizadas pelo físico quando ele estava cursando a pós-graduação na Universidade de Princeton:

"[Ele] abriu um novo caderno. Na página inicial, escreveu: ‘Caderno de coisas que eu não sei’. Pela primeira, mas não última vez, ele reorganizou o seu conhecimento. Trabalhou durante semanas para desvendar cada ramo da física. Ele tentou encontrar o centro essencial de cada assunto”.

Aprender algo difícil requer esforço para compreender o tópico de maneira profunda. Às vezes, pode ser complicado saber por onde começar, mas organizar seus pensamentos em um caderno pode fazer com que o processo fique menos assustador.

Segundo Cal Newport, cientista de computação da Universidade de Georgetown, se você traduzir o seu conhecimento em algo concreto, estará mais propenso a seguir investindo a energia mental necessária para continuar a aprender.

Mas que outras dicas têm sido cientificamente comprovadas e podem ajudá-lo nisso de forma eficaz? É claro que não há mágica, mas se organizar e fazer pausas talvez sejam um bom começo.

Um estudo de 2007 da Universidade do Sul da Flórida e da Universidade da Califórnia descobriu que você se sai melhor quando revisa algo logo após ter aprendido, em uma palestra, por exemplo, do que quando você deixa para rever o assunto perto do dia do exame.

Além disso, é indiscutivelmente melhor estudar utilizando notas escritas à mão do que um computador. Ler em iPads, eBooks e telas de computador pode tornar mais difícil a memorização do que você acabou de estudar.

Fazer pausas também é necessário e útil. Assim como os músculos, o seu cérebro precisa passar um tempo longe dos exercícios. Parar um pouco a cada hora vai ajudar a aumentar a eficácia de suas técnicas de estudo e habilidades cognitivas. Um estudo feito pela Universidade de Toronto, em 2014, também mostrou que pular o intervalo do almoço pode diminuir a produtividade.

Finalmente, não basta apenas ler o material várias vezes. Embora pareça a maneira mais fácil de estudar, definitivamente não é a que funciona melhor. Um estudo de 2010 da Universidade de Washington em St. Louis observou que testar a si mesmo era muito mais proveitoso do que apenas reler o assunto. Fazer cartões com resumos ou até mesmo fechar os olhos e tentar recordar as informações podem te ajudar muito mais que ler por mais vezes o que você está tentando aprender.

A má notícia é que, para estudar de forma eficaz, você tem que se esforçar – não há nenhuma resposta fácil. Mas a boa notícia é que existem várias técnicas para tentar – seja algo como um bloco de notas cheio de conceitos que você não entende ou cartões de memória e questionários. Basta encontrar o que funciona melhor para você, e boa sorte!

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