(Fonte da imagem: Reprodução/vimeo)

O aguardado filme biográfico sobre Abraham Lincoln, dirigido pelo celebrado diretor norte-americano Steven Spielberg, tem conseguido críticas bastante fervorosas, graças à performance impecável do ator inglês Daniel Day-Lewis e à sistemática preocupação com a fidelidade histórica e circunstancial por parte da equipe.

Tanto cuidado em retratar com a maior fidelidade possível os últimos meses de vida do 16° presidente norte-americano se estendeu também aos efeitos sonoros do filme, e o designer Ben Burtt foi o homem incumbido de — literalmente — ressuscitar os ruídos de uma época na qual não existem registros gravados.

O som de Lincoln

De acordo com o site Open Culture, Burtt começou sua laboriosa tarefa pesquisando relatos históricos e buscando informações que descrevessem os sons presentes no cotidiano da Washington de 1860, como o toque dos sinos das igrejas e a passagem de trens a vapor. O designer também visitou museus, e ganhou acesso à Casa Branca para gravar os rangidos de portas e janelas, assim como o tique-taque e o bater de relógios originais da época de Lincoln.

O designer de som inclusive rastreou o relógio de bolso original que Abraham Lincoln supostamente carregava na noite em que foi assassinado, ganhando permissão especial para gravar o objeto em funcionamento. Assim, quando você for ao cinema assistir ao comentado filme no começo do ano que vem, saiba que os sons que você ouvirá não foram gerados no set de filmagens, mas sim ressuscitados de uma época “muda” da história.