Conheça Alaska Davidson, a 1ª agente especial feminina do FBI

Conheça Alaska Davidson, a 1ª agente especial feminina do FBI

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Muitas vezes acusado de ser um clube exclusivo para homens, o FBI teve apenas três agentes especiais femininas até 1972. E a responsável por abrir as portas da instituição para as mulheres foi Alaska Packard Davidson, contratada em 1922 para atuar em casos relacionados à Lei Mann.

(Fonte: Wikimedia Commons)

Nascida em 1868, ela tinha 54 anos de idade quando se tornou a primeira agente especial feminina do FBI, no dia 11 de outubro de 1922, após ser nomeada pelo então diretor William Burns. Ganhando US$ 7 por dia, além do auxílio para viagens de US$ 4, Alaska enfrentou dificuldades para exercer sua função.

O trabalho para o qual foi designada não pôde ser cumprido, pois seus superiores a consideraram “muito refinada” para atuar em casos mais ásperos. Treinada em Nova York, posteriormente ela acabou transferida para o escritório de campo em Washington, onde se envolveu em um processo contra outro agente acusado de vender informações sigilosas.

Vida curta no FBI

A chegada de J. Edgar Hoover à agência, em maio de 1924, foi decisiva para o fim da carreira de Davidson no FBI. Com o objetivo de eliminar a corrupção dentro do Bureau após o escândalo de Teapot Dome, o novo diretor determinou a demissão de agentes não qualificados e ela se tornou um dos alvos.

(Fonte: Wikimedia Commons)

Logo depois, o responsável pelo escritório na capital americana informou que não tinha trabalho específico para uma mulher. E como Hoover sempre acreditou que apenas os homens podiam ser agentes especiais, solicitiou a demissão de Alaska em 10 de junho de 1924.

Mesmo ficando menos de dois anos no cargo, Alaska Davidson fez história como a primeira mulher a se tornar agente especial do FBI. Ela morreu em julho de 1934, aos 66 anos de idade.

Outras contratadas na década de 1920

Alaska não foi a única agente especial feminina a trabalhar no FBI naquela década: Jessie Duckstein e Lenore Houston, contratadas em 1923 e 1924, respectivamente. A primeira ficou poucos meses no emprego e a segunda saiu em 1928, ameaçando atirar em Hoover se o encontrasse pela frente.

Depois disso, o FBI só voltou a contratar mulheres a partir de 1972, quando aprovada a Lei de Igualdade de Oportunidades de Emprego.

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