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A tortura chinesa da água que levava suas vítimas à loucura

Infelizmente, quando o assunto é tortura os seres humanos são muito criativos.

Mas a chamada tortura chinesa da água tem sido considerada por muitos historiadores e pesquisadores do tema como uma das piores já criadas pelo homem, especialmente devido às suas implicações psicológicas que poderiam levar os torturados à loucura.

O que é a tortura chinesa da água?

A prática desse método de tortura é bastante simples: a vítima é amarrada e água fria é jogada continuamente em uma parte de seu corpo, quase sempre na testa. 

Como você deve imaginar, isso não causaria dor na pessoa. Mas esse é exatamente o ponto.

Representação sueca de 1674 retratando a tortura chinesa da água. (Fonte: Wikipedia/ Reprodução)Representação sueca de 1674 retratando a tortura chinesa da água. (Fonte: Wikipedia/ Reprodução)

A tortura chinesa da água tem como foco fazer a vítima temer por sua vida a partir de algo relativamente inofensivo. Nesse caso, ela era condicionada mentalmente a acreditar que as gotas de água pingando repetidamente sobre sua cabeça tinham veneno.

E mesmo que fosse apenas água da torneira, sem cheiro ou gostos estranhos, apenas a ideia de que poderia morrer levaria o torturado a intensas tensões psicológicas.

Esse processo poderia facilmente fazer com que a mente perturbada da pessoa, atormentada por seus captores e pelos dias seguidos sem dormir e com frio devido à água, começasse enganá-la, fazendo com que tivesse sensações estranhas e irreais, como a de morte iminente.

Uma reprodução de um aparelho chinês de tortura de água no Memorial Berlin-Hohenschönhausen. (Fonte: Wikipedia/ Reprodução)Uma reprodução de um aparelho chinês de tortura de água no Memorial Berlin-Hohenschönhausen. (Fonte: Wikipedia/ Reprodução)

Existem registros de outros quatro métodos principais de tortura com a água pela Ásia:

1. O gotejamento contínuo na cabeça que levava a vítima à insanidade.

2. A vítima era amarrada em uma espécie de prateleira horizontal, como se fosse uma cama, situada acima de brotos de bambu de crescimento rápido. A água aqui tem a função de fazer com que os brotos crescessem, perfurando lentamente a vítima, causando uma morte extremamente lenta e dolorosa.

3. A vítima era obrigada a ingerir brotos de bambu e água até não poder mais. Nesse caso, o bambu cresceria dentro dela até sair para a parte externa do corpo, rasgando seus órgãos internos.

4. O torturado era forçado a ingerir tanta água até se afogar internamente. Outra maneira era colocar uma toalha molhada no rosto da vítima para que ela não conseguisse respirar.

É, tem várias formas de se usar a água para torturar alguém. Alguns rápidos, outros lentos, mas sempre terríveis.

Tortura chinesa da água hoje

Muito se teoriza sobre quando ou como os chineses aplicavam esse método de tortura. Até porque quem escreveu sobre não viu e, quem viu, provavelmente não viveu. Atualmente, a tortura é proibida na maioria dos países, incluindo em situações de guerra, embora o efeito psicológico seja ainda debatido. 

O Irã, por exemplo, tornou ilegal apenas a tortura física. Outros países baniram qualquer tipo de tortura, embora ainda continuem com as práticas em segredo.

Soldados americanos afogando um prisioneiro de guerra no Vietnã em 1968. (Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)Soldados americanos afogando um prisioneiro de guerra no Vietnã em 1968. (Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Os EUA são um bom exemplo desse último caso. Depois do 11 de setembro as técnicas de tortura psicológica foram largamente usadas. Sem contar que nas últimas décadas uma série de documentos e vídeos sobre a prática de torturas diversas por parte dos militares estadunidenses vieram a público, seja por vazamentos internos ou investigações jornalísticas.

Antes disso, os EUA e seus aliados sul-vietnamitas durante a guerra do Vietnã (1955–1975) usaram largamente diversos tipos de torturas, incluindo a da água. Uma foto da prática, inclusive, chegou a ir parar na primeira página do Washington Post, em janeiro de 1968 (imagem acima).

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