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Barbie: a fascinante história e legado da boneca mais famosa do mundo

A boneca Barbie, sem dúvida, é popular em todo o planeta. Mas, na verdade, ela é bem mais que um brinquedo. Ao longo de seus 63 anos, a Barbie se tornou uma marca que constitui todo um universo habitado por crianças e adultos espalhados pelo mundo.

Barbie, aliás, passou por diversas fases e se reinventou muitas vezes para continuar relevante ao seu público. Mas como surgiu esta boneca? Hoje te contamos sua fascinante história.

A inspiração para a Barbie

(Fonte: Messy Nessy Chic/Reprodução)(Fonte: Messy Nessy Chic/Reprodução)

A Barbie é uma boneca americana com raízes europeias. Isto porque ela foi criada nos Estados Unidos, mas a inspiração para sua invenção surgiu quando sua criadora, Ruth Handler, passeava com sua filha Barbara na Suíça, no ano de 1956. A pequena pediu à mãe uma boneca chamada Bild Lilli, que era vendida em vários lugares.

Esta boneca, na verdade, era uma versão concreta de um desenho publicado no jornal alemão Bild-Zeitung desde 1952. O cartum mostrava uma moça jovem e independente, que trabalhava como secretária numa empresa e às vezes se relacionava com homens mais velhos. 

Ruth levou três bonecas para casa. De volta aos Estados Unidos, resolveu fabricar uma boneca semelhante e a apresentou ao seu marido, que se tornou seu parceiro de negócios. Nascia, em 1959, uma boneca loira, magra e de olhos azuis chamada Barbie — nome dado em homenagem à filha Barbara.

O nascimento da Barbie

(Fonte: Invaluable)(Fonte: Invaluable)

A boneca Barbie passou a ser fabricada na empresa de Elliot Handler, marido de Ruth, a Mattel, que havia sido inaugurada na década de 1940. O novo lançamento da Mattel foi apresentado ao mundo na American International Toy Fair, em Nova York, em 9 de março de 1959. Nesta ocasião, o casal levou uma boneca de plástico vestida com um maiô listrado, batom vermelho e rabo de cavalo. Ela vinha em duas versões, com cabelo loiro e castanho.

A Barbie revelava uma ousadia da Mattel, já que a proposta da boneca era bem atrevida para os anos 1950. Barbie era jovem, solteira, sem filhos e usava roupas curtas. Mas a aposta deu certo: esta primeira leva da boneca, que custava 3 dólares, vendeu 350 mil cópias.

Desde então, os negócios da Barbie e da Mattel só cresceram. Ela passou a ganhar acessórios, como casas e carros, e a ter a companhia de outros bonecos.

Mudança de foco dos anos 1960

(Fonte: Pinterest)(Fonte: Pinterest)

Uma das razões do sucesso permanente da boneca foi sua constante "reinvenção", acompanhando as mudanças sociais. Se nos anos 1950 ela representava uma mulher exuberante e frágil, nos anos 1960 a Barbie começa a vivenciar a diversão da música mod e a usar roupas mais despojadas.

Em 1961 ela ganhou um namorado, o famoso Ken, e no ano seguinte eles receberam uma casa. Logo, foram produzidos novos amigos e parentes da Barbie: a amiga Midge e a irmãzinha Skipper. 

Em 1967, foi criada a primeira boneca negra da franquia, chamada "Colored Francie", num nome que insinua uma certa camada de racismo. No entanto, havia um detalhe importante: os moldes dos rostos de todas as bonecas eram os mesmos — por isso, independente da cor, a Barbie tinha sempre traços caucasianos.

Nos anos 1970 e 1980, a Barbie segue acompanhando os movimentos da sociedade americana. A boneca vai ganhando contornos que poderiam ser chamados de mais feministas: perde um certo ar tímido e ganha uma imagem mais empoderada. Versões da boneca bronzeadas, roqueiras e com profissões são lançadas, projetando novos sonhos às meninas que a compravam.

Ou seja, a boneca não mais representava apenas uma dona de casa ou uma surfista, mas uma mulher que adentrava no mercado de trabalho. Mas a Barbie ainda mudaria muito mais.

As críticas à boneca

(Fonte: Michigan Dolls)(Fonte: Michigan Dolls)

Engana-se quem pensa que tudo foram louros na história da boneca Barbie. Pelo contrário: ela sempre foi alvo de muita crítica por parte de ativistas das causas feministas e dos direitos das crianças.

Projetada a partir de um fenótipo claramente de uma pessoa branca, ela foi acusada de não priorizar a diversidade e de impor ideais restritivos às crianças que as possuíam — como a concepção de que pessoas brancas seriam mais bonitas que negras.

Mas, sem dúvida, a principal crítica foi sobre o corpo da boneca, que seria totalmente irreal em uma mulher de verdade. Inclusive, chegaram a ser feitas pesquisas comparando as medidas da Barbie com uma mulher real, nas quais se concluiu que seria impossível que uma pessoa tivesse tão pouca gordura no corpo.

Por isso, ficou cada vez mais necessário que a Mattel repensasse a boneca antes que ela se tornasse obsoleta. 

A Barbie hoje

(Fonte: Pinterest)(Fonte: Pinterest)

Por conta disso, nos anos 2010, finalmente a empresa resolver abraçar as mudanças e atentar à diversidade. Novas versões da boneca Barbie foram criadas representando mulheres negras, asiáticas e mestiças, com cabelos além do tradicional liso e comprido.

Além disso, a Mattel tem focado nos diferentes tipos de corpos e lançou recentemente uma série de bonecas com silhuetas mais reais. O pé da Barbie, fabricado sempre de forma "empinada" para que ela usasse salto, agora comporta sapatos baixos como sapatilhas.

Isto não quer dizer que ela esteja totalmente inclusiva e que todas as meninas possam se identificar com suas bonecas. Só não dá para acusar a Mattel de não continuar tentando.

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