Como, exatamente, o Sol vai morrer — e destruir o nosso planeta no futuro?
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Como, exatamente, o Sol vai morrer — e destruir o nosso planeta no futuro?

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Se você curte as matérias sobre astronomia que nós do Mega Curioso postamos por aqui, então deve ter lido em mais de uma delas que em um futuro — muito — distante, quando o Sol evoluir para a fase de gigante vermelha, o nosso planeta se verá em sérios problemas, já que ele será completamente chamuscado pela estrela.

Entretanto, apesar de termos mencionado o destino que nos aguarda em várias ocasiões, nunca explicamos os pormenores desse infernal processo. O Sol, como você deve saber, “funciona” convertendo átomos de hidrogênio em hélio. Essas reações acontecem em seu núcleo — em uma taxa de 600 milhões de toneladas de hidrogênio por segundo!

Morte lenta

De acordo com Ali Sundermier, do portal Business Insider, um dia a nossa estrela vai acabar consumindo todo o seu hidrogênio e, quando isso acontecer, ela vai começar a morrer. Primeiro, conforme o núcleo do Sol for se tornando cada vez mais saturado pelos átomos de hélio, as reações de fusão nuclear passarão a acontecer mais depressa — resultando em uma maior liberação de energia para o espaço.

Expandindo e expandindo...

Na verdade, o brilho do Sol se torna 10% mais intenso para cada bilhão de anos que ele passa queimando hidrogênio e, apesar de isso parecer pouca coisa, esse incremento é incrivelmente perigoso para o nosso planeta. Pense que, dentro de 3,5 bilhões de anos, a nossa estrela se tornará quase 40% mais brilhante do que ela é hoje!

A previsão é de que, conforme o Sol passe a liberar mais energia, o aumento de calor resulte na evaporação dos oceanos aqui na Terra. Só que, em vez de escapar para o espaço, a água evaporada dos oceanos ficará presa na atmosfera, gerando um intenso efeito estufa — que evitará que o calor se dissipe.

Coitadinha da Terra

Então, o aumento das temperaturas acelerará ainda mais o processo de evaporação — e não só nos oceanos, mas em toda a superfície e, com o tempo, inclusive a que exista na atmosfera na forma de vapor. A Terra, que hoje é um mundo azul e repleto de vida, se transformará em um planeta completamente árido, insuportavelmente quente e estéril, como Vênus. E isso não é tudo...

Fim inevitável

Depois que o Sol queimar todo o hidrogênio e começar a consumir o hélio, ele entrará oficialmente na fase de gigante vermelha. Quando isso acontecer, a nossa estrela passará perto de 1 bilhão de anos queimando o hélio presente em seu núcleo e se expandido. E, à medida que a expansão continuar, sua massa começará a diminuir, resultando em uma menor força gravitacional para manter os planetas do Sistema Solar “ancorados” em suas órbitas.

Uns terão mais sorte que outros

Nessa fase de gigante vermelha, a atmosfera da nossa estrela se estenderá até a órbita de Marte, mais ou menos — engolindo Mercúrio e Vênus e torrando a Terra. Só que, como o Planeta Vermelho terá se deslocado por conta da (agora) menor gravidade do Sol, ele possivelmente escapará de ser chamuscado.

Até que, finalmente, ele morrerá

Após a fase de gigante vermelha, o Sol, eventualmente, evoluirá à de anã branca e, então, a previsão é de que ele se torne instável e comece a pulsar. O problema é que, com cada pulso, a nossa estrela perderá camadas de sua atmosfera até que apenas reste um núcleo pesado e frio envolto por uma nébula — e ele desapareça gradualmente na imensidão do Universo.

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