Confira 5 “traduções” horripilantes para procedimentos médicos
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Confira 5 “traduções” horripilantes para procedimentos médicos

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Já aconteceu com você de ouvir um grupo de médicos trocando figurinhas sobre tratamentos e você ficar boiando com os termos que eles utilizam? Assim como ocorre com outras carreiras, existem alguns jargões que só os profissionais da área entendem — e, no caso da medicina, às vezes, é melhor mesmo que a gente não entenda a “tradução” de alguns dos termos que eles usam! Veja alguns exemplos a seguir:

1 – “Esfolar” o interior do útero

Conhecido pelo termo de “curetagem”, esse é o nome de um procedimento médico que consiste em raspar a parede interna do útero por meio de um instrumento chamado cureta. Esse procedimento geralmente é utilizado para a obtenção de tecido para biópsias — no caso de suspeita de câncer, por exemplo — ou após a ocorrência de um aborto para garantir que o feto ou fragmentos da placenta sejam completamente removidos.

Vários tamanhos de cureta para "esfolar" o organismo

Na verdade, a curetagem não é usada unicamente para “esfolar” — ou, como dizem os médicos, “curetar” — a parede uterina. O tratamento pode ser aplicado para remoção de lesões na pele, mucosas e outros tecidos, e, como o procedimento pode provocar feridas na área afetada, é necessário que o paciente cuide direitinho dos machucados para garantir a sua cicatrização.

2 – “Perfurar” o crânio

A perfuração do crânio, também conhecida como “trepanação”, é um procedimento bastante antigo — já que foram encontradas evidências de que ele era praticado desde a pré-história, pelo menos desde o Neolítico!

Só pense nisso: sem anestesia!

Na época da Grécia Antiga, por exemplo, as perfurações eram realizadas em pessoas que começavam a apresentar comportamento bizarro ou para tratar fortes dores de cabeça. Hoje em dia o tratamento normalmente é indicado para aliviar a pressão intracraniana em casos de hemorragia e inchaço cerebral, por exemplo.

3 – “Torrar” a carne

Você já deve ter ouvido falar a respeito da “cauterização”, não é mesmo? Hoje em dia esse procedimento é realizado por meio de um instrumento chamado cautério e permite que veias, vasos, pele e outros tecidos — e, portanto, hemorragias — sejam selados por meio da aplicação de calor intenso.

Tsssss

No passado, a cauterização de feridas era realizada através do uso de pontas de ferro em brasa e, evidentemente, sem anestesia. Atualmente, o dispositivo utilizado pelos médicos emprega uma pequena corrente elétrica que é direcionada ao local desejado através de um eletrodo que pode ser controlado pelo médico por meio de um pedal ou botão, o que permite alcançar um resultado muito preciso.

4 – “Enfiar” cânulas através do joelho

Uma cânula, caso você não saiba, consiste em um tubo ou agulha de material rígido ou semirrígido que é inserido no corpo para diversas finalidades. Uma delas seria para a realização de um procedimento chamado canulação intraóssea — que consiste em introduzir uma cânula (de tamanho e calibre consideráveis) através do joelho do paciente para que os médicos possam administrar medicamentos diretamente na corrente sanguínea.

Ui...

Esse tratamento é indicado em casos extremos, geralmente quando bebês se encontram em choque, sofrem parada respiratória ou colapso circulatório, por exemplo. Nesses casos, como os acessos venosos dos bracinhos dos pacientes nem sempre permitem que catéteres e outros dispositivos sejam introduzidos, os médicos usam a canulação intraóssea para ganhar acesso a uma rede de vasos sanguíneos que se encontram na parte anterior do joelho.

5 – “Destruir” células com raios letais

O câncer está entre as doenças mais assustadoras e mortais que existem no mundo, e os tratamentos envolvem a remoção de tecidos e tumores através de cirurgia, a injeção de “veneno” no organismo (ou seja, submeter o doente a sessões de quimioterapia), a aplicação de raios letais para “destruir” células ou, ainda, a combinação dessas três terapias. Vamos focar na destruição de células.

Raios... X, gama...

Como você já deve ter deduzido, o uso de raios letais nada mais é do que a radioterapia, ou seja, a aplicação de radiação — geralmente na forma de raios x, raios gama e partículas ionizadas — nas regiões afetadas para destruir as células cancerosas. O que esses raios fazem é danificar o DNA das células ou criar radicais livres em seu interior que também podem afetar seu material genético.

Hoje a coisa está mais modernosa!

O único problema é que a radioterapia não age unicamente nas células cancerosas e pode afetar as células saudáveis também — o que pode resultar em efeitos colaterais. Além disso, caso o tratamento não seja realizado corretamente, existe o risco de que órgãos saudáveis sejam prejudicados.

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