Fotos que antecederam o terrível incidente do Passo de Dyatlov

Fotos que antecederam o terrível incidente do Passo de Dyatlov

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O caso conhecido como "Incidente do Passo Dyatlov" foi um evento ocorrido na noite de 2 de fevereiro de 1959 que resultou na misteriosa morte de nove jovens esquiadores que, cerca de um mês antes, empreenderam uma viagem através dos Montes Urais na antiga União Soviética. Até hoje as autoridades não têm explicações sobre as violentas mortes.

Foi comprovado à época que os esquiadores rasgaram suas tendas de dentro para fora e fugiram a pé sob forte nevasca. Apesar de os corpos não apresentarem sinais de luta, dois tinham perfurações no crânio e outros dois, as costelas quebradas. A causa dos incidentes foi atribuída a uma "força desconhecida", o que determinou o fechamento temporário do local.

As fotos abaixo fazem parte de um acervo do site dyatlov.com, e documentam os dias que antecederam o incidente, e também a sua investigação.

A partida dos esquiadores

Fonte: Teodora Hadjiyska/Dyatlov Pass websiteFonte: Teodora Hadjiyska/Dyatlov Pass website

No dia 23 de janeiro de 1959, Igor Dyatlov (cujo nome batizou o local após a tragédia) conduziu nove esquiadores em uma jornada pelas encostas de Kholat Syakhl ("Montanha dos Mortos" no dialeto mansi), um local inóspito e acidentado.

Alunos e ex-alunos do Instituto Politécnico Ural, eram todos amigos e estavam acostumados a esse tipo de expedição. Seus nomes eram Yuri Doroshenko, Lyudmila Dubinina, Aleksander Kolevatov, Yuri Krivonischenko, Rustem Slobodin, Nikolay Thibeaux-Brignolle, Zinaida Kolmogorova, Semyon Zolotaryov e Yuri Yudin.

A jornada para a Montanha dos Mortos

Fonte: https://allthatsinteresting.com/wordpress/wp-content/uploads/2020/04/dyatlov-pass-incident.jpg?w=1040 Fonte: https://allthatsinteresting.com/wordpress/wp-content/uploads/2020/04/dyatlov-pass-incident.jpg?w=1040 

Num dos muitos diários escritos durante a viagem, o início da viagem foi relatado como tranquilo. O clima no trem era descontraído. Três dias após a partida, pegaram carona na traseira de um caminhão, onde Yuri Yudin sentiu dores ciáticas e resolveu deixar o grupo e retornar, decisão que salvou sua vida.

Fonte: Teodora Hadjiyska/Dyatlov Pass websiteFonte: Teodora Hadjiyska/Dyatlov Pass website

No dia 27 de janeiro, os nove esquiadores seguiram viagem a pé pelas montanhas. Em 1º de fevereiro pegaram uma rota muito difícil, mesmo para exploradores experientes. Quatro quilômetros à frente, acamparam na encosta Kholat Syakhl, a somente 16 quilômetros do seu destino final: o Monte Otorten.

A descoberta dos corpos

Fonte: Russian National Archives/ReproduçãoFonte: Russian National Archives/Reprodução

Sem notícias dos esquiadores, amigos e familiares organizaram uma equipe de busca formada por voluntários em 20 de fevereiro, que chegou ao acampamento, mas o encontrou totalmente abandonado. 

No local, foram recuperados alguns pertences, inclusive câmeras fotográficas com registros fotos que antecederam o incidente. A tenda parecia ter sido rasgada de dentro para fora, enquanto nove pares de pegadas de pés descalços seguiam para longe do acampamento em direção a uma floresta vizinha. A polícia foi então chamada.

Fonte: Russian National Files/ReproduçãoFonte: Russian National Files/Reprodução

Krivonischenko e Doroshenko, de 23 e 21 anos, foram os primeiros a serem encontrados. Estavam cercados pelos restos de um incêndio próximo ao acampamento. Doroshenko tinha uma espuma cinza saindo da boca. A seguir acharam Dyatlov, Kolmogorova e Slobodin (23, 22 e 23 anos), com corpos parcialmente vestidos apesar da temperatura de -30 ºC.

Fonte: Russian National Files/ReproduçãoFonte: Russian National Files/Reprodução

Os corpos dos outros quatro esquiadores só foram encontrados meses mais tarde, quando a neve descongelou. Thibeaux-Brignolles, 23, Dubinina, 20, Kolevatov, 24 e Zolotaryov, 38 estavam numa ravina de quase 60 metros de profundidade. Vestiam muitas roupas inclusive dos colegas mortos. Mas, se recuperaram essas vestes, por que não voltaram para o acampamento?

Em fevereiro de 2019, o governo da Rússia reabriu a investigação. Até o momento, nada foi descoberto e o mistério continua.

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