Primeiro caso de morte por coronavírus no Brasil é confirmado

Primeiro caso de morte por coronavírus no Brasil é confirmado

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Em nota oficial divulgada pelo governo estadual de São Paulo na manhã desta terça-feira, 17, foi confirmada a primeira morte por coronavírus no país logo após os registros dos casos iniciais no Brasil e de sua intensificação massiva em poucos dias. Ainda sem mais detalhes sobre a vítima, sabe-se que era um homem de 62 anos diagnosticado com diabetes, hipertensão e hiperplasia prostática; ele estava internado para tratamento no hospital israelita Albert Einstein.

Segundo comunicado, mais detalhes sobre o caso, como sugestões de sua contaminação e o perfil do infectado, serão informados durante uma coletiva de imprensa marcada para a tarde de hoje e ministrada pelo secretário de estado da Saúde, José Henrique Germann, e pelo Coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, David Uip.

Contaminações em alta

De acordo com o boletim do Ministério da Saúde desta segunda-feira, 16, são mais de 1,7 mil suspeitos de contaminação e 234 casos confirmados de portadores do vírus. Esses números forçaram os estados a tomar diversas medidas restritivas para evitar o alastramento do coronavírus, que, segundo o Governo de São Paulo estado brasileiro detentor da maior quantidade de casos confirmados de COVID-19 (152 registrados até agora) deverá durar de "4 a 5 meses".

(Fonte: Amanda Perobelli/Reuters)(Fonte: Amanda Perobelli/Reuters)

"Eu não acredito nisso. Eu acho que do jeito que nós estamos trabalhando e fazendo o enfrentamento desde já, pelo aprendizado anterior, não chegaremos a este ponto do isolamento total. Isso é pânico", disse Germann em entrevista ao Bom Dia São Paulo. "O que nós pedimos à população é que pensem a respeito do que está acontecendo e colaborem com as medidas de enfrentamento. Sem a colaboração da população nós não vamos conseguir chegar lá", enfatizou o secretário.

Com suspensão de aulas, eventos públicos e atividades esportivas, além do fechamento de locais com aglomeração, o país vive um caos generalizado, no qual ruas e transportes estão cada vez mais vazios para evitar o contágio. O potencial incrivelmente rápido de transmissão torna essencial os cuidados com higiene e ao sair de casa, especialmente se ocorrer o contato com idosos e pessoas que apresentam problemas de saúde. 

"Fique em casa", reforça Germann, mencionando a obrigatoriedade de se manter cautela ao sair de casa e também a ação de evitar essas saídas, as quais devem acontecer somente se houver necessidade. Essas são atitudes imprescindíveis para conter maiores desastres e o aumento desproporcional dos números de infectados.

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