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Felicidade nos ajuda a manter boa cognição, diz estudo

A felicidade pode ser a chave para o envelhecimento saudável, ao menos é o que diz um estudo realizado pela Universidade de Michigan, dos Estados Unidos, com adultos na China. Segundo o trabalho, as chances de desenvolver algum tipo de comprometimento cognitivo, como a demência, são consideravelmente menores em indivíduos com melhor bem-estar psicológico.

Estudos anteriores já haviam indicado que a psicologia positiva apresentava benefícios para a mente humana, mas o pequeno tempo de análise dos pacientes comprometia a validade da associação. Para esse teste, 9,5 mil pessoas foram estudadas de 2002 a 2014.

Deficiência cognitiva

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Na visão de Lydia Li, professora na Universidade de Michigan e coautora do estudo, saber mais sobre as possíveis causas de deficiências cognitivas é uma importante questão de saúde pública em uma sociedade em envelhecimento. “Os resultados têm implicações para as políticas e práticas relacionadas ao apoio a pessoas idosas para preservar a função cognitiva na velhice, uma vez que o bem-estar psicológico é modificável”, destacou Li.

Para ela, aumentar o bem-estar psicológico dos mais velhos não só melhora a qualidade de vida deles, mas também poderia diminuir a carga e os custos dos tratamentos para lidar com as causas do comprometimento cognitivo. Entre os pacientes estudados, todos tinham mais de 60 anos e não apresentavam nenhum tipo de dificuldade no início dos experimentos.

Cerca de 2.640 entrevistados tiveram início de deficiência cognitiva em uma das entrevistas de acompanhamento, e os números aumentaram ligeiramente ao longo do tempo — aumento de 11% entre 2002 e 2005, e de 13,3% no intervalo de 2011 a 2014.

Felicidade na vida

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Para avaliar o bem-estar psicológico, os entrevistados responderam a perguntas sobre seu otimismo, consciência, solidão, autoestima e outros fatores que revelassem como estavam se sentindo no momento. Durante esse período, também falaram sobre qual tipo de apoio social estavam recebendo, como visitas de familiares e amigos, além de descrever seus status de saúde.

Apesar de a pesquisa ter sido aplicada apenas em cidadãos chineses, Li acredita não haver razões para acreditar que os dados levantados não possam se encaixar a outros grupos raciais, étnicos ou geográficos. 

Caso comprovada a causalidade entre felicidade e queda no declínio cognitivo, esse seria um importante passo para que a ciência elaborasse estratégias de prevenção para que os idosos pudessem chegar em estágios avançados da vida com a saúde mental em dia.

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