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6 maneiras de saber se você tem dislexia

Muitos de nós convivemos parte de nossas vidas com algum colega de sala que sofria de dislexia — isso se esse colega não fosse você mesmo. Mas o que de fato significa essa palavra? A dislexia é um distúrbio de aprendizagem que envolve dificuldade de leitura devido a problemas na identificação dos sons da fala e no aprendizado de como eles se relacionam com letras e palavras (decodificação). 

Também chamada de deficiência de leitura, a dislexia afeta as áreas do cérebro que realizam o processamento da linguagem. Pessoas com dislexia têm inteligência normal e podem atingir o sucesso caso sejam educadas de maneira correta — sobre tudo com apoio emocional. Então, aqui vão seis maneiras para você saber se tem dislexia!

1. Antes da escola

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Antes de uma criança entrar na escola, os sinais de dislexia podem ser mais difíceis de reconhecer, mas algumas pistas podem indicar um problema. Crianças pequenas com risco de dislexia costumam começar a falar mais tarde que as outras ou aprender novas palavras lentamente.

Além disso, essa criança terá problemas para formar palavras corretamente, invertendo sons e confundindo palavras que soam iguais. Por fim, problemas para lembrar ou nomear letras, números e cores, e dificuldade para aprender rimas ou jogar jogos de rimas também são indícios de dislexia.

2. Idade escolar

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Quando as crianças já estão na escola, os sinais e sintomas de dislexia costumam aparecer com mais intensidade. A leitura desse aluno estará abaixo do nível esperado, problemas para processar o que ouve, dificuldade em encontrar as palavras certas e problemas para lembrar a sequência das coisas.

Um disléxico também terá dificuldade em ver semelhanças e diferenças em letras e palavras, incapacidade de pronunciar uma palavra desconhecida, dificuldade em ortografia e evitar tarefas que envolvem leitura. 

3. Fase adulta

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Uma pessoa pode acabar não tendo a dislexia identificada na juventude, mas os sintomas seguem sendo similares na adolescência e na fase adulta. Os principais sinais continuarão sendo as dificuldades de leitura, os problemas de ortografia e a pronuncia incorreta de nomes ou palavras.

Essas pessoas também costumam apresentar um problema em entender piadas que façam jogos de palavra, resumir histórias ou simplesmente memorizar coisas. Por fim, passam um tempo extraordinariamente longo concluindo tarefas que envolvem leitura ou escrita.

4. Dificuldade de aprendizado

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Independente da fase da vida em que você se encontra, a leitura é uma habilidade básica para diversas coisas na nossa vida — inclusive no aprendizado de disciplinas. Por esse motivo, uma pessoa com dislexia começa sempre um passo atrás dos demais alunos de uma matéria e pode ter problemas para acompanhar os colegas.

Portanto, se você estiver sentindo muitas dificuldades em acompanhar o ritmo dos alunos que estudam com você, procure um médico que possa fazer seu diagnóstico e ajudar a lidar com a situação. 

5. Problemas sociais

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Pessoas disléxicas correm mais risco de desenvolver baixa autoestima, problemas de comportamento, ansiedade, agressão e afastamento de amigos, pais e professores caso não tenha seu problema tratado. Além disso, quem tem dislexia possui mais chances de desenvolver transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) e vice-versa. 

Com o passar dos anos, esses problemas tendem a se acumular e a vida se tornará cada vez mais difícil. Embora a dislexia não possua uma cura, ela pode ser tratada ao ponto de não se tornar um grande fator na vida de um indivíduo.

6. Matemática e gestão de tempo

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Engana-se quem pensa que a dislexia só gera problemas com letras e palavras. Indivíduos que enfrentam esse problema podem acabar tendo uma série dificuldade em lidar com a matemática e a gestão de tempo. Por esse motivo, costumam depender da contagem nos dedos e outros truques que não envolvam o papel para contornar uma situação.

Com isso, as contas podem até ser feitas, mas até mesmo lidar com dinheiro pode se tornar uma dificuldade.

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