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Menino que nasceu com apenas 2% do cérebro surpreende médicos

O cérebro humano é mesmo um órgão fascinante e muito da sua capacidade ainda representa um verdadeiro mistério para os cientistas. Um dos conceitos mais interessantes envolvendo o cérebro é a neuroplasticidade. Trata-se da habilidade que esse órgão tem de reorganizar suas células após um dano, fazendo com que a pessoa mantenha seu rendimento cerebral.

Em alguns casos, a neuroplasticidade consegue fazer com que sérios danos sofridos por uma pessoa sejam superados de forma surpreendente — e essa característica é ainda mais presente nas crianças.

Em 2018, um caso ganhou as manchetes dos jornais americanos. Um menino teve um sexto do seu cérebro removido em uma cirurgia e, ainda assim, preservou capacidades que os médicos acreditavam que seriam perdidas.

A criança tinha 10 anos na época e não teve sua identidade divulgada. Ela sofria de graves convulsões desde os 6 anos causadas pela presença de um tumor benigno em seu cérebro. A cirurgia foi a última possibilidade de tratamento, pois traria sequelas à criança.

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

De fato, o menino perdeu a visão esquerda. Contudo, os médicos também acreditavam que ele não seria mais capaz de reconhecer rostos, já que a parte associada a essa capacidade teve que ser removida. Surpreendentemente, o cérebro do paciente conseguiu manter essa função, por meio da neuroplasticidade.

Em entrevista à CBS News, o Dr. Steven Wolf, professor associado de neurologia e pediatria da Escola de Medicina Icahn em Mount Sinai, em Nova York, comentou o caso: “Se chegarmos a essas crianças quando são jovens o suficiente, antes de estabelecerem seus caminhos permanentes, o cérebro é plástico o bastante para se adaptar e superar”.

Menino que só tinha 2% do cérebro sonha em jogar futebol

Noah. (Fonte: Reprodução: Michelle Wall / SWNS)Noah. (Fonte: Reprodução: Michelle Wall / SWNS)

Um outro caso que ilustra a capacidade de regeneração do cérebro é a história do pequeno Noah Wall. Durante a gestação, os pais da criança foram informados que o feto apresentava uma série de doenças, como a espinha bífida, que afetaria a capacidade da criança andar, além da presença de um cisto no cérebro.

Ao nascer, mais uma péssima notícia: Noah nasceu praticamente sem cérebro, com apenas 2% do órgão. Contudo, a capacidade de regeneração do corpo humano surpreendeu os médicos. Hoje, Noah tem 9 anos e consegue se comunicar, além de compreender conceitos matemáticos.

Muitas funções corporais, como respirar, poderiam ter sido afetadas pelo grave dano cerebral, mas isso não ocorreu. Apesar de ainda precisar da ajuda de uma cadeira de rodas para se locomover, o pequeno Noah sonha em poder jogar futebol um dia — e, considerando sua história, quem poderá dizer que isso não será possível, não é mesmo?

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