6 mitos sobre o cérebro humano que você ainda escuta por aí

O cérebro é de longe um dos órgãos mais marcantes dos seres humanos, responsável pelo nosso intelecto e símbolo da nossa existência na Terra. Estima-se que o cérebro humano consiga gerar 23 watts de energia elétrica, o suficiente para acender uma pequena lâmpada. Entretanto, nem tudo o que você escuta sobre esse órgão por aí é verdade.

Pensando nisso, nós separamos uma lista para desmistificar seis informações passadas de geração para geração a respeito do cérebro humano, mas que não têm nenhum fundamento.

1. Tamanho do cérebro importa

(Fonte: Pxhere)(Fonte: Pxhere)

Você provavelmente já ouviu falar que quanto maior for o cérebro de uma pessoa, mais inteligente ela será, certo? Porém, esse não é exatamente o caso quando paramos para analisar o cérebro humano. A inteligência não é algo determinado pelo tamanho, mas sim pela quantidade de sinapses — conexões entre neurônios feitas pelo cérebro.

Alguns estudos até tentaram afirmar que pessoas mais altas e com cabeças maiores eram mais inteligentes, mas nada de concreto foi obtido. Portanto, se você tem uma cabeça pequena, pode ficar tranquilo quanto a sua capacidade intelectual.

2. Álcool mata células cerebrais

(Fonte: Pexels(Fonte: Pexels)

Embriagar-se não significa que você está lentamente matando células do seu cérebro, mas também não pense que o excesso de álcool é benéfico. Na verdade, essa substância é capaz de prejudicar algumas funções cerebrais e causar outros problemas sérios.

Por exemplo, beber em excesso por longos períodos pode prejudicar a capacidade dos neurônios de enviar mensagens uns aos outros. Isso pode levar à perda de memória, falta de coordenação muscular e amnésia. Mas, em geral, o consumo moderado não deve lhe atrapalhar ao longo da vida.

3. Usamos apenas 10% do cérebro

(Fonte: Pexels)(Fonte: Pexels)

Será que tudo o que falta para os seres humanos se tornarem criaturas mágicas é aprendermos a dominar mais que 10% da capacidade de nossos cérebros? Esse papo de ficção sempre correu por aí, mas tudo indica que ele é apenas uma forma dos “coachs motivacionais” incentivarem a correr atrás das coisas.

Pesquisas mostram que quase todas as regiões do cérebro são ativadas no dia a dia, exceto nas pessoas que sofrem de algum tipo de dano cerebral. Além disso, exames de imagem de cérebros também mostraram que não há nenhuma área de um órgão saudável que fique totalmente inativa.

4. Escutar música clássica te deixa inteligente

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

Existem casos em que os pais colocam seus bebês para ouvir música clássica desde cedo na esperança que eles cresçam mais inteligentes. Isso acabou sendo batizado de “Efeito Mozart”. Infelizmente, não há nenhum indício de que essa afirmação seja minimamente verdadeira.

Portanto, sinta-se à vontade para ouvir rock, pop, funk ou o que quer que seja perto de seu filho, visto que nada disso importará no fim. O ideal é apenas que a criança se sinta confortável com a música.

5. Trabalhamos melhor sob pressão

(Fonte: Pexels)(Fonte: Pexels)

Você talvez tenha aprendido a acreditar que trabalha melhor quando está sendo pressionado, mas isso não costuma ser algo verdadeiro. A pressão de uma data final se aproximando pode incentivar a trabalhar mais, porém isso não quer dizer que a performance do seu cérebro foi aprimorada.

Muita pressão pode gerar um aumento de estresse, que faz com que algumas tarefas não sejam executadas corretamente. Por esse motivo, é melhor fazer as coisas com calma sempre que possível.

6. Seu QI será o mesmo a vida toda

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

O Quociente de inteligência (QI) de uma pessoa costuma variar de cima para baixo em múltiplas oportunidades ao longo da vida, nunca se mantendo estagnado. Aos 18 anos, atingimos o ápice da nossa capacidade de guardar informações, mas nossa inteligência costuma aumentar até os 30 anos.

Porém, vale ressaltar que a medição de QI não é algo exato e ter apenas isso como um parâmetro para determinar a inteligência de alguém pode ser vago. Um QI real pode ser difícil de determinar, mas há um consenso de que ele flutua um pouco à medida que envelhecemos.

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