O que aconteceria se o Sol desaparecesse de repente?
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O que aconteceria se o Sol desaparecesse de repente?

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Vai dizer que não é divertido imaginar as consequências de algo impossível, como se o Sol, nosso querido astro-rei, simplesmente sumisse de uma hora para outra! Afinal, com seus quase 4,4 milhões de quilômetros de circunferência equatorial, massa equivalente a 1.989.100.000.000.000.000.000.000.000.000 quilos e área de 6.078.747.774.547 km2, ele não vai desaparecer de repente. Mas, e se...

Ao contrário do que você possa imaginar, a luz solar não se “apagaria” imediatamente, já que ela leva pouco mais de 8 minutos para viajar até nós — portanto, esse seria o tempo que a nossa estrela permaneceria visível no céu depois de desaparecer.

Além disso, o Sol concentra 99,8% da massa do Sistema Solar e, por conta disso, ele é a força gravitacional dominante que mantém todos os planetas “presos” em suas órbitas elípticas ao redor dele.

Então, se o Sol sumisse de repente, tanto a Terra como a Lua e os demais planetas sairiam “voando” pelo espaço, e as coisas se tornariam bem caóticas aqui na nossa vizinhança. Mas retomaremos esse assunto logo mais.

A Terra não cairia na mais completa e impenetrável escuridão logo de cara. As cidades permaneceriam iluminadas — pelo menos enquanto houvesse eletricidade —, as estrelas continuariam brilhando no céu, e os planetas que faziam parte do Sistema Solar ficariam visíveis por um curto período de tempo.

Júpiter, por exemplo, se encontra a cerca de 33 minutos-luz de distância — o que significa que o gigante gasoso permaneceria visível por mais de 1 hora aqui da Terra, ou seja, pelo tempo que a luz residual da nossa estrela levaria para chegar até o planeta e voltar até nós.

No entanto, voltando ao nosso planeta, depois dos 8 minutos de luz, uma coisa certamente deixaria de acontecer aqui na Terra: a fotossíntese. Como você sabe, esse é o processo através do qual as plantas usam os raios solares para produzir alimento, e a maioria das espécies de menor porte começaria a morrer poucos dias após o desaparecimento do Sol. E, com elas, os demais seres vivos.

Além disso, com a falta de luz também viria a falta de calor, e a temperatura da superfície do planeta despencaria para zero grau depois da primeira semana sem Sol — e para –100 °C após o primeiro ano de seu sumiço.

Com o tempo, os oceanos também congelariam, e o nosso mundo se transformaria em uma esfera de gelo.

Porém, apenas a superfície congelaria — e ainda existiria água em sua forma líquida sob a camada de gelo —, já que o núcleo do nosso planeta continuaria produzindo calor. Isso significa que as únicas criaturas que sobreviveriam seriam aquelas capazes de viver perto de fontes geotermais localizadas no leito oceânico.

Voltando ao assunto de os planetas não terem mais a força gravitacional do Sol para permanecer ancorados em suas órbitas — e serem lançados ao espaço —, conforme explicamos em uma matéria anterior aqui do Mega Curioso, a Terra está viajando a mais de 107 mil quilômetros por hora ao redor do Sol. Se ele desaparecesse, nós seríamos lançados ao cosmos a essa velocidade em linha reta na direção oposta à qual a estrela se encontrava.

Tipo quando amarramos uma pedra em um barbante, rodopiamos com força e soltamos a cordinha. Pode até ser que alguns dos planetas do Sistema Solar comecem a interagir entre si gravitacionalmente, mas a tendência é de que eles saiam em disparada pelo Universo.

E, considerando que a Terra não colida com nenhum planeta, cometa, satélite, asteroide — ou tenha o azar de cruzar o caminho com um buraco negro — etc. e siga pela direção certa, nós levaríamos cerca de 377 mil horas (ou 43 mil anos) para percorrer os 4,3 anos-luz que nos separam de Alpha Centauri, a estrela mais próxima.

Contudo, digamos que a Terra vá para outra direção... nosso planeta levaria por volta de 1 bilhão de anos para percorrer a Via Láctea inteira — ou 100 mil anos-luz — e quem garante que nesse tempo todo nós não seríamos adotados por alguma das bilhões de estrelas que existem na galáxia?

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