Entenda como o descarte indevido de plástico está destruindo nosso planeta
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Entenda como o descarte indevido de plástico está destruindo nosso planeta

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Materiais descartáveis surgiram há algumas décadas, para facilitar a vida de donas de casa e soldados durante a Segunda Guerra Mundial. E, desde então, nos acostumamos com a facilidade que esse tipo de material proporciona. O problema é que o fato de um material ser considerado descartável não significa que ele vai sublimar após o uso, muito pelo contrário: eles podem levar mais de 400 anos para completar o processo de decomposição.

É uma questão de lógica: quanto mais se utiliza esse tipo de material, mais lixo é acumulado. A reciclagem é um processo bacana que ajuda a diminuir o acúmulo de lixo, mas mesmo assim muita gente por aí insiste que uma tampinha de uma garrafa de refrigerante é tão pequena que não faz diferença se descartada indevidamente.

Considerando que o mundo todo serve de casa a 7 bilhões de pessoas, se todas elas tiverem esse mesmo pensamento, teremos grandes problemas pela frente. O oceanógrafo Charles Moore, em apresentação do TEDx, explicou que menos de 5% do lixo reciclável produzido é, de fato, reciclável. Se apenas aqui no Brasil se produz 260 toneladas de lixo por dia, podemos concluir que apenas 13 toneladas são recicladas, enquanto 247 são simplesmente descartadas. Isso falando apenas sobre o Brasil. Em um dia.

O lixão do Pacífico

Fonte da imagem: Reprodução/FastCompany

Entre o litoral da Califórnia e o Havaí existe uma área conhecida, tristemente, como “O lixão do Pacífico”. O local acumula quantidades assustadoras de plástico em uma região maior do que a união dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás. Você consegue conceber um espaço desse tamanho cheio de lixo, no mar?

O problema vai além da poluição, que por si só já é um crime. São muitos os casos de animais mortos por comer embalagens de plástico ou que têm suas vidas mudadas, como a tartaruga que cresceu com um anel de plástico em volta do casco e ficou deformada.

Fonte da imagem: Reprodução/Debemcomoplaneta

Antes que você se defenda dizendo que faz tempo que não vai à praia, fique sabendo que isso não é desculpa. O lixo que você joga no chão pode chegar até o mar mesmo assim a partir do momento que caia em algum bueiro da sua cidade. Isso se os detritos não vierem de rios poluídos que acabam chegando ao mar.

Redemoinho de sujeira

Fonte da imagem: Reprodução/Flickr

O fluxo de nossos oceanos passa por uma região conhecida como “Giro do Pacífico Norte”, que forma uma espécie de redemoinho entre as várias correntes marítimas vindas dos lados da Ásia e da América do Norte. Esse fluxo envolve, nos últimos anos, uma imensa quantidade de plástico – um lixo não deixa de se mover e, em alguns casos, chega a viajar até a costa.

Uma praia do Havaí, repleta de belezas da natureza, é constantemente bombardeada com o lixo que vem do mar. Estamos falando de Kamilo Beach, a mais de 1 mil km de distância do Giro do Pacífico, mas que tem seu cenário natural destruído por nós, humanos poluidores do nosso próprio habitat.

Da mesma forma que o Giro do Pacífico Norte reúne essa quantidade absurda de lixo e plástico descartável, outras áreas oceânicas também formam esses redemoinhos misturadores desses materiais. Nas Ilhas Maldivas, no Oceano Índico, uma ilha inteira foi destinada a abrigar essa grande parte do lixo produzido na região. Lá, os trabalhadores separam o lixo reciclável do orgânico, sendo que, nesse segundo caso, os materiais são queimados na hora. A mão de obra é formada por pessoas vindas de Bangladesh, que trabalham por uma remuneração que chega a US$ 100 por mês.

Do lixo à arte

Fonte da imagem: Reprodução/Tecnoetc

No Quênia, há uma fundação, a Ocean Sole, que trabalha com a reciclagem de chinelos “recebidos” do mar. De acordo com a instituição, 400 toneladas de lixo vindas do oceano são reaproveitadas todos os anos e transformadas em itens artísticos, que são vendidos para remunerar os artesãos envolvidos no projeto.

Se você quiser ver a apresentação do oceanógrafo Charles Moore, citada no início desse texto, acompanhe o vídeo abaixo, que está legendado em português:

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