5 documentos históricos que, infelizmente, se perderam no tempo
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5 documentos históricos que, infelizmente, se perderam no tempo

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Ao longo da história da civilização humana, incontáveis documentos e obras literárias foram produzidos pelos estudiosos e eruditos de diferentes épocas e partes do mundo. No entanto, infelizmente muitos desses registros não sobreviveram à passagem do tempo e se perderam para sempre. Duncan Barile, da Smithsonian Magazine, elencou alguns dos mais importantes trabalhos que não existem mais — e você pode conferir quais são 5 deles a seguir:

1 – Os Códices Maias

Códice Maia(Wikimedia Commons/Domínio Público 1)

Os historiadores acreditam que os maias começaram a criar códices (redigidos em fibras naturais) por volta do século 9, para documentar sua história, cultura e religião. A estimativa é de que milhares deles tenham sido produzidos; no entanto, quando os conquistadores europeus e os padres católicos chegaram nas Américas no século 16, a grande maioria acabou sendo destruída — e apenas uns poucos exemplares sobreviveram.

2 – Os Livros Sibilinos

Livros Sibilinos(Wikimedia Commons/Domínio Público 2)

Os Livros Sibilinos consistiam em uma compilação de textos oraculares que os líderes romanos consultavam em momentos de crise. Os historiadores acreditam que a coleção foi usada como referência durante quase um milênio, mas os originais acabaram sendo queimados no ano 83 a.C. Cópias desses importantes documentos foram criadas, evidentemente; porém, até onde se sabe, elas foram destruídas por um general romano no século 5 durante uma invasão visigoda, por medo de que os inimigos se apoderassem e fizessem uso dos livros.

3 – Os Poemas de Safo

Safo(Wikimedia Commons/Gustav Klimt/Domínio Público)

Safo foi uma aristocrata grega que, no século 6 a.C., redigiu cerca de 10 mil linhas de poemas — que foram reunidas em nove volumes. Seus textos a tornaram uma das mais reverenciadas poetisas líricas dedicadas a escrever sobre o amor erótico da Antiguidade; mas, infelizmente, menos de 70 linhas de seus poemas sobreviveram à passagem dos milênios.

4 – O Panchatantra

Panchatantra(Wikimedia Commons/Domínio Público 3)

Panchatantra é o nome de uma coleção de fábulas indianas que começaram a ser redigidas por volta do ano 100 a.C., nas quais os personagens são animais. Os textos foram traduzidos em alguns idiomas, como o árabe, o siríaco e o hebraico — este último, aliás, serviu de base para uma versão que se tornou superpopular na Europa medieval. Contudo, os originais em sânscrito desapareceram há muito tempo, assim como a edição em Pahlavi, uma forma de escrita do idioma persa.

5 – A Avesta

Zaratustra(Wikimedia Commons/Rafael Sanzio/Domínio Público)

Também conhecido como Abisteco, esse documento consiste na coleção das sagradas escrituras do Zoroastrismo, uma religião fundada na antiga Pérsia pelo poeta e profeta Zaratustra. Os historiadores acreditam que o último manuscrito completo desse livro foi destruído em 330 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou Persépolis — situada em uma região que hoje corresponde ao Irã —, e apenas alguns dos fragmentos originais foram salvos.

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