Imagens revelam diferentes representações do Inferno ao longo da História
08
Compartilhamentos

Imagens revelam diferentes representações do Inferno ao longo da História

Último Vídeo

Como você imagina o “Inferno”? Como sendo um local maldito, repleto de demônios e martírio infinito? Como um lugar tenebroso, em chamas e exalando o fétido odor de enxofre? Ou você pensa que o “Inferno” não consiste em um local físico, mas sim em algo que foi criado como ferramenta de controle social? Seja qual for a sua interpretação, a ideia desse local de sofrimento eterno não é exclusiva da fé hebraico-cristã.

A noção da existência de um lugar dedicado ao castigo das almas pecadoras não é nada nova e surgiu antes mesmo das religiões que mencionamos acima. E, de acordo com o pessoal do Smithsonian.com, o autor Scott G. Bruce decidiu lançar o livro The Penguin Book of Hell — ou O Livro do Inferno da Penguin, uma tradicional editora britânica — no qual explora diferentes representações do Inferno ao longo de 3 mil anos de História.

A seguir, você pode conferir uma seleção dessas representações a seguir — criadas pelo talentoso ilustrador Juan Bernabeu para o livro — e descobrir como eram as visões do Inferno, desde a Grécia Antiga, passando pelas visões de Dante, e da Era Vitoriana, quando os avanços científicos começaram a por em dúvida a noção de purgatório e castigo eterno, passando ainda pelas guerras, campos de extermínio nazistas e por aterrorizantes prisões modernas. Veja:

1 – Submundo grego

Submundo grego(Smithsonian.com/Juan Bernabeu)

Embora a representação do submundo na Grécia Antiga — guardado pelo personagem Cérbero, o demônio medonho com corpo de cão e três cabeças — já existisse há tempos, a noção de um lugar focado na tortura eterna das almas pecadoras só foi surgir na época de Sócrates, isto é, por volta do ano 400 a.C.

2 – Purgatório

Purgatório(Smithsonian.com/Juan Bernabeu)

Apesar de o conceito de Purgatório ter surgido no final do século 6 — graças aos trabalhos do Papa Gregório I —, a Igreja só foi incorporar essa ideia em sua doutrina bem mais tarde, em meados do século 13.

3 – Ferramenta de controle social

Controle social(Smithsonian.com/Juan Bernabeu)

No entanto, entre os séculos 11 e 14, a noção de Inferno foi sendo espalhada pelos religiosos — por meio de contos assustadores envolvendo o castigo dos pecadores — para motivar o bom comportamento da população.

4 – Visio Tnugdali

Visão infernal(Smithsonian.com/Juan Bernabeu)

Visio Tnugdali — ou Visão de Tundal — consiste em um texto em latim criado por um monge irlandês no ano de 1150. O material foi traduzido para a maioria dos idiomas europeus na Idade Média e certamente serviu de inspiração para Dante desenvolver seu Inferno na obra “Divina Comédia”.

5 – Visão dantesca

Inferno de Dante(Smithsonian.com/Juan Bernabeu)

Inferno de Dante — organizado conforme os pecados cometidos por seus habitantes em diversos níveis ou “círculos” — talvez esteja entre as representações mais famosas e influentes da História. Na ilustração acima, Juan faz referência ao nono círculo, que consiste no lago congelado de Cocite, formado pelas lágrimas dos condenados e pelos rios de sangue vindos do Inferno.

6 – Mudança de foco

Homem acorrentado(Smithsonian.com/Juan Bernabeu)

Acima, a ilustração faz referência à mudança de foco que a noção de Inferno sofreu após a Reforma Protestante, nos séculos 16 e 17 — quando a ênfase deixou de se concentrar no sofrimento físico e passou a focar no julgamento divino mesmo.

7 – Regresso

Olho que tudo vê(Smithsonian.com/Juan Bernabeu)

Nesta última ilustração, vemos uma tentativa de resgate da noção de Purgatório como local de escuridão e sofrimento na Inglaterra da Era Vitoriana, quando a popularização da Ciência teve como consequência uma diminuição no medo que as pessoas sentiam do “Inferno” — e de acabar indo parar nele!

E aí, caro leitor, o que você achou das ilustrações? Ficou curioso em conhecer o restante das imagens e descobrir como a evolução da ideia de “Inferno” termina? Nós aqui do Mega ficamos — e provavelmente iremos atrás do livro de Scott G. Bruce para conferir o capítulo final!

***

Você conhece a newsletter do Mega Curioso? Semanalmente, produzimos um conteúdo exclusivo para os amantes das maiores curiosidades e bizarrices deste mundão afora! Cadastre seu email e não perca mais essa forma de mantermos contato!

Você sabia que o Megacurioso está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.