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Quatro cores das quais é melhor ficar bem longe!

Você provavelmente deve ter uma cor que não lhe cai bem, ou que simplesmente odeia. Mas sabia que existem tons que podem ser tóxicos, ilegais e até protegidos por direitos autorais? Confira esta lista de tonalidades que é melhor passar bem longe!

1. “Marronzinho” múmia

(Fonte: Pinterest/Reprodução)
(Fonte: Pinterest/Reprodução)

Durante o século 16, a arte europeia recebeu uma inovação com a tinta “Mummy Brown” (literalmente Marrom Múmia). Poderia ter sido apenas um nome criativo, mas a cor era mesmo criada utilizando egípcios mumificados.

É claro que muitos não sabiam qual era a real composição do produto, como Edward Burnes-Jones, um pintor do século 19, que ao descobrir a verdadeira origem do material, organizou um funeral improvisado em seu quintal para a pobre múmia.

Felizmente, este marrom foi totalmente descontinuado em 1964, quando seu criador afirmou não ter mais “ingredientes” o bastante para criar a tinta...

2. O sombrio Vantablack

(Fonte: Pinterest/Reprodução)
(Fonte: Pinterest/Reprodução)

No começo dos anos 2000, a empresa britânica Surrey NanoSystems criou o Vantablack, que chegou a aparecer no Guinness como a “substância mais escura feita pelo homem”.

Suas utilizações mais comuns incluem a proteção de telescópios e câmeras infravermelhas contra luz, coleta de energia solar e a possibilidade de servir como uma forma intensa de camuflagem.

Mas para a infelicidade de quem estava pensando em pintar a casa com esse "pretinho básico", a coloração sombria não está à disposição de todos, com o artista Anish Kappor sendo a única pessoa com uma licença exclusiva para utilizá-la em suas obras. Que pena, não?

3. O Vermelhão é de matar!

(Fonte: Pinterest/Reprodução)
(Fonte: Pinterest/Reprodução)

Mesmo se você for fã de vermelho, talvez seja melhor ficar longe deste aqui. Quando ocorre naturalmente, o tom laranja-avermelhado é conhecido como cinábrio. Mas o Vermelhão, nome dado ao ser criado artificialmente, é extremamente tóxico, contendo partículas de mercúrio.

Ele foi muito utilizado na antiguidade, estando presente em cosméticos romanos, artes medievais, pinturas renascentistas e cerâmicas chinesas. Porém, no século 20, a cor foi substituída pelo vermelho de cádmio, que desbotava menos e, bem, não era letal. 

Nem todo mundo quer morrer pela arte, não é mesmo?

4. Verde radioativo

Conhecidas como Garotas do Radium, as pintoras das fábricas sofreram com as sérias consequências do envenenamento por radiação.(Fonte: Pinterest/Reprodução)
Conhecidas como Garotas do Radium, as pintoras das fábricas sofreram com as sérias consequências do envenenamento por radiação. (Fonte: Pinterest/Reprodução)

O elemento químico rádio passou a ser comercializado no final de 1800 ao começo de 1900, sendo utilizado em bebidas, doces, cosméticos, spas e piscinas. E em 1908, uma tinta verde luminosa criada com a substância virou febre, sendo considerada perfeita para relógios e bússolas, permitindo que fossem utilizados no escuro.

Em 1920, quando as trabalhadoras das fábricas que pintavam os produtos começaram a adoecer, que as pessoas passaram a notar que o tom brilhante, antes considerado saudável, na verdade causava envenenamento por radiação. Porém, o uso do rádio em tintas só foi abandonado em 1968. Nem dá para imaginar quantas pessoas foram afetadas neste meio tempo...

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