Conheça Tirana, de capital sombria à mais colorida da Europa

Até 1992, a Albânia foi governada por um regime comunista implacável, considerado como um dos mais radicais do mundo. O período imediatamente pós-comunista foi muito conturbado, com graves reflexos no desenvolvido urbano de suas cidades.

A capital do país, Tirana, na época com uma população de cerca de 300 mil pessoas, experimentou um crescimento caótico. Sem um planejamento urbano consistente, inúmeros edifícios começaram a ser construídos aleatoriamente e diversas estruturas ilegais se multiplicaram em áreas públicas.

Fonte: Edi Rama/TED Blog/Reprodução
Fonte: Edi Rama/TED Blog/Reprodução

Começando a receber uma população imensa de migrantes rurais antes espalhados por todo o país, a capital “inchou” com o surgimento de bairros informais construídos de forma descontrolada.

A grande mudança

Fonte: Merlin and Rebecca/TED Blog/Reprodução
Fonte: Merlin and Rebecca/TED Blog/Reprodução

Porém, a situação de Tirana começou a mudar no ano 2000, quando a cidade elegeu para prefeito o hoje primeiro-ministro Edi Rama, que, além de político, é pintor, escritor, publicitário e ainda astro do basquete albanês.

Após sua eleição para prefeito, cargo para o qual foi reeleito em 2003 e 2007, Rama fez como sua principal meta de governo uma extensa campanha de revitalização de Tirana.

Fonte: Edi Rama/TED Blog/Reprodução
Fonte: Edi Rama/TED Blog/Reprodução

As antigas construções desoladas e pinturas sem brilho do tempo do regime comunista foram substituídas por cores vivas de laranja, verde, azul e amarelo. Os edifícios construídos sem limite de altura receberam padrões lúdicos e formas geométricas extravagantes.

Antes considerada a capital mais feia da Europa, Tirana conseguiu substituir suas fachadas sombrias de tons escuros por uma configuração arquitetônica atualmente considerada como a mais “cool” do continente.

Fonte: David Dufresne/Flickr/Reprodução
Fonte: David Dufresne/Flickr/Reprodução

As reações da comunidade

Quando Rama começou a pintar o primeiro prédio da cidade de cores vivas, para “reavivar a esperança que se perdera em minha cidade”, a reação foi impressionante. Pessoas formaram multidões para ver a novidade, e visitantes chegaram de todo o país.

Porém, quando o então prefeito buscou fontes de financiamento junto às autoridades da União Europeia, eles se opuseram à ideia de Rama porque cores chamativas não atendiam aos padrões da UE.

Fonte: Fonte: David Dufresne/Flickr/Reprodução
Fonte: Fonte: David Dufresne/Flickr/Reprodução

A reação de Rama foi imediata: “Eu disse a eles que não, desculpem. O compromisso com as cores aqui é cinza. Mas já tivemos cinza o bastante para a vida inteira” afirmou durante uma apresentação no Ted Talks.

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