Pablo Picasso: a vida e a morte de um dos fundadores do cubismo

O dia 25 de outubro de 1881 marcou o nascimento de um dos maiores gênios da pintura no mundo: Pablo Ruiz Picasso. Parido em Málaga, na Espanha, por pouco a história do cofundador do cubismo, ao lado de Georges Braque, não foi diferente. No dia do parto, a mãe, María Picasso y López, podia jurar que seu filho estava morto.

O recém-nascido Pablo não apresentava nenhuma reação e a falta de choro preocupava a família. Foi só quando seu tio médico, Don Salvador, atreveu-se a lançar uma baforada de fumaça de cigarro no bebê que a criança escapou de uma asfixia e deu seus primeiros movimentos. Depois disso, Picasso teria mais 91 anos de vida pela frente para desenvolver uma linda e intensa trajetória como um dos artistas mais influentes de todos os tempos.

A doença de Pablo Picasso

(Fonte: El País/Reprodução)(Fonte: El País/Reprodução)

De maneira oficial, Pablo Picasso faleceu vítima de um enfarte no dia 8 de abril de 1973. Entretanto, diversas hipóteses sobre a existência de uma doença que teria evoluído até o seu óbito foram cogitadas, sobretudo por sempre levar uma vida aos extremos e regada de emoções fortes.

Com a chegada da idade, a saúde do pintor espanhol já não lhe permitia continuar praticando sua profissão facilmente, tanto que a esposa, Jacqueline Roque, vivia procurando formas de facilitar sua vida. Segundo os biografistas, Picasso pediu para Jacqueline verificar se eles ainda tinham papel e pincéis mesmo no dia de sua morte.

O artista sempre foi conhecido pela vida boêmia e por cultivar diversos romances com mulheres diferentes, mas foi Roque durante seus últimos anos. Foram mais de 400 retratos feitos da amada desde o dia em que a conheceu, homenageando-a como sua musa.

Como morreu Pablo Picasso?

(Fonte: El País/Reprodução)(Fonte: El País/Reprodução)

Alguns estudiosos chegaram a cogitar que Picasso sofria de Alzheimer ou Parkinson, devido aos padrões geométricos repetitivos em suas pinturas. De fato, estudos semelhantes comprovaram que outros artistas, como Norval Morriseau e Salvador Dalí, sofriam de transtornos cognitivos.

Porém, acabou-se concluindo que a única razão para a morte do espanhol seria fruto da velhice e da deterioração natural do corpo humano. Em seus últimos momentos, Pablo Picasso ainda se encontrava bastante lúcido. Sua morte foi descrita com extrema sutileza: enquanto entrelaçava mãos com sua esposa, o eterno romântico repetia incessantemente ao seu médico como ela era maravilhosa até falecer nos braços de Jacqueline. 

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