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Como funcionaria o voto impresso nas Eleições de 2022?

Na última quinta-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o voto impresso no Brasil. Ele mencionou o projeto sobre a determinação da impressão de cédulas de papel na votação e na apuração de eleições, plebiscitos e referendos, recebido pela Câmara dos Deputados recentemente.

Mas afinal, como funciona este sistema de votação impressa? De acordo com o projeto de lei da deputada Bia Kicis (PSL-DF), impressoras devem ser acopladas às urnas eletrônicas, permitindo a impressão do registro de cada voto, após a confirmação no equipamento.

Em seguida, o comprovante é depositado automaticamente em um recipiente lacrado e transparente, permitindo ao eleitor conferir se o voto digitado no dispositivo é o mesmo registrado na cédula impressa. A conclusão do processo só acontece após esta confirmação dos dados.

(Fonte: TSE/Divulgação)(Fonte: TSE/Divulgação)

Trata-se de um procedimento diferente do antigo voto em cédula de papel que era depositado em uma urna, adotado no país até o final da década de 1990. Desde o ano de 2002, o sistema eleitoral brasileiro passou a usar as urnas eletrônicas em substituição ao modelo anterior.

Argumentos a favor e contra a proposta

Quem é favorável ao retorno do voto impresso para as Eleições de 2022 cita como argumento a possibilidade de haver falhas no software da urna eletrônica, facilitando fraudes na votação. Neste caso, os comprovantes físicos seriam usados em uma recontagem de votos, se for necessário.

Muitos também apontam a rejeição à utilização da votação eletrônica em alguns países desenvolvidos como um fator favorável à mudança. O maior exemplo usado por eles é o sistema dos Estados Unidos, onde os eleitores votam em cédulas de papel.

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

Já as pessoas contrárias mencionam o alto custo para comprar as urnas adaptadas como um dos fatores para a continuidade do modelo vigente. Em 2018, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse que seriam necessários pelo menos R$ 2,5 bilhões para adquiri-las, inviabilizando a troca em meio à crise econômica.

A segurança oferecida pela urna eletrônica é outro argumento de quem não concorda com a alteração. Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luís Roberto Barroso, o sistema atual é “transparente e auditável a cada passo”, funcionando bem há 25 anos, além de garantir o direito ao sigilo.

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