6 músicas censuradas pela Ditadura Militar no Brasil; ouça

O período da Ditadura Militar no Brasil, iniciado em 1º abril de 1964, foi complicado para o segmento artístico, principalmente após a decretação do Ato Institucional nº5 (AI-5), em dezembro de 1968. Com as novas regras, filmes, desenhos animados, livros e revistas, entre outras obras culturais, precisavam ser aprovados previamente para chegar ao público.

As canções também sofreram uma grande censura durante o regime militar, que se encerrou em março de 1985. Subversão, críticas disfarçadas ao governo, incentivo a protestos e letras que feriam a moral e os bons costumes eram alguns dos motivos alegados por quem proibia a reprodução das faixas.

Na sequência, relembramos seis músicas censuradas durante a ditadura militar brasileira.

1. “Pra Não Dizer que Não Falei das Flores”

A música de Geraldo Vandré proibida pelos militares estreou no Festival Internacional da Canção de 1968, exibido pela Rede Globo. Ela só não ganhou o prêmio por intervenção dos censores, para os quais a letra era um estímulo aos protestos.

2. “Apesar de Você”

Sucesso de Chico Buarque, ela chegou a ser aprovada pela censura, que achava se tratar de uma canção romântica. Mas após o seu sentido real vir à tona, as rádios não puderam mais tocá-la.

3. “Vaca Profana”

Nem só as letras subversivas eram censuradas pela ditadura. No caso desta faixa escrita por Caetano Veloso, a justificativa para a sua proibição foi que os versos feriam a "moral e os bons costumes do povo brasileiro".

4. “Opinião”

Mesmo tendo sido lançada pelo cantor Zé Keti antes do AI-5, esta música virou alvo da Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP). O que incomodou o governo foi a crítica à tentativa de derrubar as favelas, encontrada na composição.

5. “Uma Vida Só (Pare de Tomar a Pílula)”

Os censores não gostaram do tom humorístico da canção de Odair José. Alegando que ela falava sobre sexo, resolveram vetá-la, em “nome da moral”, assim como fizeram em relação a várias outras letras do artista.

6. “Hoje é Dia de El-Rey”

“Conteúdo nitidamente político”. Foi com esta justificativa que a censura barrou a canção de Milton Nascimento. Ela seria lançada em 1973, mas acabou saindo apenas em uma versão instrumental, assim como outras faixas do mesmo disco, igualmente proibidas.

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