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V-J Day: quando os EUA comemoraram o fim da Segunda Guerra Mundial

Em 7 de maio de 1945, foi assinado o Instrumento de Rendição Alemã, o documento que marcou o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, porém o conflito apenas aumentou no Pacífico, com a Batalha de Okinawa tornando-se uma das mais sangrentas que os Estados Unidos já testemunharam.

No entanto, isso tudo acabou quando o governo lançou os "assassinos americanos": as bombas Little Boy e Fat Man, sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, matando cerca de 200 mil civis japoneses.

(Fonte: VFW/Reprodução)(Fonte: VFW/Reprodução)

Em 15 de agosto daquele ano, o presidente Harry S. Truman anunciou que o imperador Hirohito havia aceitado os termos da rendição incondicional do Japão, colocando os norte-americanos em festa, totalmente alheios ao "fim do mundo" que os japoneses estavam testemunhando naqueles dias de morte e desesperança.

(Fonte: FoundSF/Reprodução)(Fonte: FoundSF/Reprodução)

Foi criado o V-J Day ("Dia V-J", em tradução livre) de Truman, uma sigla para "Vitória sobre o Japão", com as manchetes de jornais declarando que os bombardeios "lançaram uma chuva de paz pelos céus de Manhattan". Milhares de marinheiros e soldados sorridentes lotaram a Times Square e o gramado verdejante da Casa Branca, em Washington.

O beijo da Times Square

(Fonte: Pinterest/Reprodução)(Fonte: Pinterest/Reprodução)

Foi em meio a essa folia americana que o fotógrafo Alfred Eisenstaedt capturou uma das fotos mais icônicas e marcantes de 1945: "O beijo da Times Square". Nela, o marinheiro George Mendonsa aparece beijando Greta Zimmer Friedman, uma assistente de dentista. A foto foi publicada uma semana depois em uma página inteira na revista Life sobre o V-J Day, consolidando o fotógrafo para sempre.

Na época, Friedman trabalhava em um escritório na Times Square e, quando saiu para saber qual era o motivo de toda aquela comoção, deparou-se com os braços de Mendonsa vindo em sua direção. Por muitos anos, o mundo replicou a fotografia como um evento romântico, porém a mulher relatou anos mais tarde que não foi nada disso.

(Fonte: AP News/Reprodução)(Fonte: AP News/Reprodução)

“Foi apenas um momento de ‘graças a Deus, a guerra acabou’. Não havia nada de romântico. Ele só veio para cima de mim e não consegui evitar porque ele era mais forte do que eu”, relatou Friedman, em uma entrevista para o Projeto de História dos Veteranos da Biblioteca do Congresso, em 2005.

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